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Mara Maravilha fala de ‘boacumba’ e mostra intolerância religiosa

Durante participação no Programa Silvio Santos, Mara Maravilha, que é evangélica, falou sobre “boacumba”

por Redação

17/07/2017  10:00 | Atualizado: 17/07/2017  10:58

Créditos: reprodução/Programa Silvio Santos
Mara Maravilha no programa Silvio Santos de 16/07/2017

 

A apresentadora Mara Maravilha deu uma demonstração de intolerância religiosa em frases que, a princípio, podem soar inocentes, mas carregam forte traço de preconceito e ignorância.

Ela estava participando do Programa Silvio Santos do último domingo, 16, quando deu a entender que macumba é algo negativo que ela não quer em sua vida.

Evangélica, Mara foi perguntada por Silvio como ela havia se tornado pastora da Universal. Depois de falar que “ama todas as denominações”, disse que “era pior do que a Lívia [Andrade], eu precisava me converter. O caso dela tem jeito”.

“Mas o que a Lívia faz de pior que você fazia?”, pergunta o apresentador.

“Eu nunca bati tambor, né [faz gesto com as mãos]. Nada contra, eu respeito a religião, respeito a opção espiritual, mas assim, eu já tive fama de macumbeira e eu nunca foi macumbeira”, responde.

“Eu acredito, assim, na ‘boacumba’. Esse negócio de macumba… Meu negócio é ‘boacumba’. Porque tem a macumba e tem a ‘boacumba'”, continuou.

Mara ainda fala que vai viajar à Bahia em breve e dá a entender que ligá-la ao fato de ser “macumbeira”com essa viagem em vista é negativo.

Além da intolerância, Mara mostrou falta de conhecimento: a macumba é uma espécie de árvore e também um instrumento musical usado por religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda.

“Na árvore genealógica das religiões africanas, macumba é uma forma variante do candomblé que existe só no Rio de Janeiro”, explica o site Geledés.

As declarações de Mara Maravilha estão disponíveis no site do programa a partir de 6:15.

 

Extraído do site Catraca Livre / São Paulo – SP
https://catracalivre.com.br/geral/inusitado/indicacao/mara-maravilha-fala-de-boacumba-e-mostra-intolerancia-religiosa/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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