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Maratona leva música e tradição afro-brasileiras a espaços públicos do DF

4 de julho de 2016

 

Diego Bresani/Divulgação
Diego Bresani/Divulgação

Laura Quariguazy
cultura@jornaldebrasilia.com.br

Para divulgar e valorizar a cadeia produtiva do ritmo mais popular do Brasil, a segunda edição do projeto Maratona do Samba toma conta de Brasília a partir de hoje, em vários espaços públicos da capital. O projeto leva, até o dia 24, apresentações de samba e aulas-espetáculos sobre a importância das matrizes culturais afro-brasileiras a estações de metrô, parques, asilos, escolas públicas e a Rodoviária do Plano Piloto. Toda a programação é gratuita.

O objetivo principal é contribuir com a valorização, reconhecimento e afirmação das expressões do samba no Distrito Federal. Na prática, o projeto vai rodar a capital, passando por pátios e auditórios de 30 escolas públicas, distribuídas em 15 cidades do DF. Ao todo, vão ser beneficiadas quatro feiras populares, dois parques, cinco estações do Metrô, o Terminal Rodoviário do Plano Piloto e dois asilos.

Na programação desta semana, de hoje a sexta, das 10h às 15h, acontecem apresentações em escolas públicas de Brazlândia, Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Riacho Fundo I.

Entre os mais de 40 artistas selecionados para o evento, nomes como Dhi Ribeiro, Adora Roda, Renata Jambeiro, Sergio Magalhães, Filhos de Dona Maria e Aruc Samba Show. “Brasília é, sim, celeiro de compositores sambistas. O que falta é o fomento da cadeia produtiva artística e econômica”, conta o organizador da iniciativa Kleber Morais.

No ano de comemoração dos 100 anos do samba, a didática infantil é abordada de forma completa pelo projeto. A visita às escolas busca, por meio de apresentações e cartilhas com material didático, contar toda a história do ritmo: do samba de roda ao de terreiro, até chegar no Carnaval. Já no Samba Social, lares de idosos vão ter atividades voltadas para o ritmo.

Resgate
A primeira edição da Maratona do Samba aconteceu em 2014. Kleber Morais conta como surgiu a ideia: “O grupo em que trabalho também faz a produção do festival Samba Brasília. Tudo começou quando, no evento, criamos um concurso para dar espaço aos artistas locais, já que o evento costuma dar mais visibilidade a grandes artistas do samba e pagode nacional. Toda a organização ficou surpresa com a grande quantidade de inscritos”.

“Após muita reflexão, vimos que a maioria dos cidadãos da capital não conhece a cultura do samba nem seus artistas. A Maratona surgiu para mudar essa ideia de que Brasília não tem samba”, conta. E promete: “O projeto precisa, e vai, crescer ainda mais”.

“Vamos juntos onde o público se encontra”
Sambista nascida e criada em Brasília, Renata Jambeiro é uma das atrações da Maratona do Samba. “Gosto de estar envolvida em tudo que exalta a minha cidade. O projeto é importante porque, com ele, podemos educar crianças e adolescentes por meio da arte”, explica a artista, que no ano passado lançou o terceiro disco da carreira, Fogaréu. A arte é uma forma política de transformação. No Brasil, arte é sinônimo de política, e ainda fazemos as coisas sem apoio. Mas vamos lutando, não só parados e dançando em algum lugar. Vamos juntos onde o público se encontra”, finaliza.

Serviço

Maratona do Samba – De hoje a 24 de julho. Em escolas públicas, estações de Metrô, Rodoviária do Plano Piloto, parques, feiras e asilos do DF. Entrada franca. Informações: 3264-4669. Classificação livre.

 

Extraído da versão digital do Jornal de Brasília / Brasília – DF
http://www.jornaldebrasilia.com.br/clica-brasilia/maratona-leva-musica-e-tradicao-afro-brasileira-a-espacos-publicos-do-df/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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