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Marcha inter-religiosa denuncia intolerância

Milhares de pessoas de todos os credos denunciaram neste domingo no Rio de Janeiro um clima crescente de intolerância religiosa no Brasil, que se manifestou nos últimos tempos em agressões contra adeptos de cultos de origem africana.

19 de Setembro, 2017

Cidade emblemática do Brasil acolhe diversas religiões
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

“Somos iguais perante a lei e perante os olhos do Criador”, podia-se ler num cartaz colado num dos camiões de som que animaram ao longo da praia de Copacabana a 10ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. “O nosso país é laico, mas estamos a voltar ao tempo da inquisição”, indignou-se o “doté” (sacerdote) Adriano. Fiéis de Candomblé e Umbanda têm sido vítimas de agressões cometidas por traficantes das comunidades convertidos aos credos das igrejas evangélicas. Dois vídeos nos quais é possível ver os agressores a obrigar seguidores do Candomblé a destruir imagens nos seus terreiros tiveram grande repercussão nas redes sociais. 
Esses casos aumentaram a preocupação sobre as tensões sociais e religiosas numa cidade governada desde Janeiro pelo prefeito Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. O cardeal Orani João Tempesta, arcebispo católico do Rio, convidou as pessoas a participar na marcha, assim como representantes judeus, muçulmanos, budistas, espíritas e de outras religiões.
Os autores das agressões “são minoritários”  e costumam agir “influenciados por alguma liderança local”, afirmou Edson Garcés, fiel  da Igreja Baptista.

 

Extraído do site do Jornal de Angola
http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/marcha_inter-religiosa_denuncia_intolerancia_1

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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