Breaking News

Marco Antonio Villa diz que “igreja é um negócio” e por isso deve pagar impostos

 

Por Tiago Chagas – 28 de junho de 2017

 

A discussão em torno do fim da imunidade tributária das igrejas e demais templos religiosos ganhou um novo capítulo recentemente, com o historiador Marco Antonio Villa defendendo a cobrança de impostos por considerar a fé “um negócio”.

Villa é professor de história, escritor e comentarista do Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, e afirmou que “o Brasil está muito longe da civilização”, pois a seu ver, o Estado laico não poderia privilegiar as pessoas que têm fé em detrimento de ateus, por exemplo.

“É um verdadeiro absurdo igreja não pagar imposto. Porque a igreja é um negócio. Poderia até pagar menos, mas é um negócio”, disse Villa, fazendo referência à Igreja Universal do Reino de Deus, pois citou “o cara” que tem “emissora de televisão, carros de luxo, etc”.

A discussão em torno do assunto começou quando a emissora noticiava o projeto de anistia da prefeitura de São Paulo aos templos religiosos que possuem débitos do IPTU. A proposta foi aprovada por ampla margem na Câmara Municipal.

Villa, que costuma desqualificar de forma pejorativa os argumentos de quem não diz amém às suas ideias, entende que a laicidade do Estado significa cobrança de impostos, e não a garantia à liberdade religiosa. “Tem de pagar imposto, porque é um negócio. Uma república não deve privilegiar quem tem e que não tem religião”, reiterou.

Na Constituição Brasileira – assim como na norte-americana e de outros países – o Estado garante o livre exercício da religião. A cobrança de impostos poderia significar, em muitos casos, a “falência” de uma instituição religiosa ou na limitação de ações sociais, o que resultaria em um cerceamento ao direito de culto e crença.

Villa foi confrontado por seu colega de bancada, o jurista e jornalista Joseval Peixoto – que é também apresentador do telejornal SBT Brasil -, que sugeriu a cobrança de impostos em cima dos bens particulares e empresas de líderes religiosos, mas não das igrejas e demais entidades. “Você já pensou a igreja da Sé pagando imposto?”, questionou Peixoto, fazendo referência à catedral localizada no centro de São Paulo e que é um dos símbolos da cidade.

Atualmente, o Senado discute uma proposta de tributação das igrejas e demais templos religiosos. A discussão surgiu a partir de uma enquete realizada no portal da Casa, que vem sendo mantida no ar há alguns meses e, mesmo sendo inconstitucional, tem o apoio de grande parcela da sociedade.

 

Extraído do site de notícias religiosas Gospel + / São Paulo – SP
https://noticias.gospelmais.com.br/marco-antonio-villa-igreja-negocio-pagar-impostos-91065.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *