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Maria Bia, de ‘Sexo e as Negas’, se veste com as cores de Iemanjá

Orixá regente de 2015 inspira o look da virada

CARMEN LUCIA | 31/12/2014 00:30:00

 

Rio – Firme, vaidosa e cheia de energia, a atriz Maria Bia, a Soraia da série ‘Sexo e as Negas’, se assemelha — e muito — a Iemanjá, orixá que vai reger o ano de 2015. Inspirada nela, a atriz posou na praia de Copacabana com looks em tons de azul, branco e prata, cores da Rainha do Mar, para inspirar quem quiser passar a virada na vibração da entidade. “Este ano foi muito especial para mim. Fiz meus pedidos para Iemanjá, de quem sou devota, e ela foi generosa. Me atendeu direitinho”, revela a atriz.

 

Vestido Lore (preço sob consulta), colar (R$ 70) e pulseiras Metally (a partir de R$ 43) Foto:  André Luiz Mello/Agência O Dia
Vestido Lore (preço sob consulta), colar (R$ 70) e pulseiras Metally (a partir de R$ 43)
Foto: André Luiz Mello/Agência O Dia

 

Dois mil e quatorze foi, de fato, um ano de realizações para a brasiliense. Em seu primeiro trabalho na TV, Maria encarou o desafio de viver uma protagonista, soltou a voz e ainda pôde contracenar com atores que ela já admirava há tempos. “Essa experiência foi incrível, um divisor de águas na minha carreira. Eu não tinha vivência em televisão, mas a equipe foi maravilhosa e eu me entrosei rapidamente com as meninas (Corina Sabbas, Karin Hils e Lilian Valeska, as outras três protagonistas da série). Crescemos juntas e aprendemos muito”, lembra.

Mas nem tudo são flores na vida da atriz. Antes mesmo de ir ao ar, ‘Sexo e as Negas’ foi acusada de racismo por conta do nome. Na internet, choveram críticas e até um movimento para que a atração não fosse exibida. “Sabe o que faltou de fato? Um pedido de desculpas. Eu nunca imaginei que essa situação fosse virar o que virou. As pessoas criaram um juízo de valor em cima de algo que elas nem conheciam. Taxaram de racista um programa que tinha em sua maioria pessoas negras. Tudo por causa de um nome que era claramente uma brincadeira com ‘Sex and the City’. No início, eu até tentei conversar com alguns internautas, mas era uma agressividade sem tamanho. Eu fiquei muito triste, porque eu jamais faria algo que fosse diminuir a minha raça. No fim, conseguimos alavancar a audiência e provamos que tudo isso foi, no mínimo, uma injustiça com o nosso trabalho.”

 

Vestido Iódice (preço sob consulta), pulseira (acervo da produção), colar Up 2 Date (R$ 169,90) e brinco Fiszpan (R$ 819) Foto:  André Luiz Mello / Agência O Dia
Vestido Iódice (preço sob consulta), pulseira (acervo da produção), colar Up 2 Date (R$ 169,90) e brinco Fiszpan (R$ 819)
Foto: André Luiz Mello / Agência O Dia

 

Ferrenha defensora da atração, Maria lembra que ‘Sexo e as Negas’ deu à população negra a chance de se sentir representada. “Quando você coloca na TV quatro mulheres negras poderosas, sensuais, que se amam exatamente por serem como são, você alcança uma parcela da população que está carente disso. Eu fiquei muito feliz quando me disseram que o meu cabelo estava entre os dez mais pedidos na lista da Central de Atendimento ao Telespectador (CAT) aqui da TV Globo. Fico orgulhosa quando passo na rua e as meninas falam: ‘Maria, você me representa.’ Porque quando eu era pequena, eu também procurava um modelo na TV que se parecesse comigo e não encontrava”, explica ela.

 

Vestido Ágatha (R$ 479) e brinco Fiszpan (R$ 180) Foto:  André Luiz Mello / Agência O Dia
Vestido Ágatha (R$ 479) e brinco Fiszpan (R$ 180)
Foto: André Luiz Mello / Agência O Dia

 

De alma lavada pelo sucesso da série, Maria diz que agora quer se dedicar a outros projetos: “Eu já tinha dois trabalhos em mente. O primeiro era criar um espetáculo chamado ‘Black Magic Woman’. Nele, eu quero cantar músicas de divas que sempre foram inspiração para mim, como Whitney Houston, Aretha Franklin, Tina Turner, Beyoncé, Elza Soares e tantas outras. Uma apresentação grande com banda no palco e interação total com a plateia. Outra ideia é criar um blog só com dicas de beleza e estilo voltado para as mulheres negras. Eu vejo tantas it-girls por aí, mas sinto falta de alguém que fale de como manter o cabelo crespo hidratado, por exemplo. As negras estão se assumindo. Soltando o cabelo black. Elas precisam de um espaço que valorize isso. Acredito que até o segundo semestre do ano que vem eu consiga dar vida a essas ideias.”

Com a agenda cheia, a atriz também volta ao teatro com o espetáculo ‘Noite Infeliz — A Comédia Musical das Maldades’, de Mauricio Guilherme, em cartaz no Teatro dos Quatro. “Quero fazer outros trabalhos na TV. Mas, enquanto os convites não aparecem, volto para o teatro cheia de alegria. Esse é o momento de trabalhar”, avisa.

E, se a vida profissional vai de vento em popa, a vida pessoal de Maria Bia anda um pouquinho estacionada. Solteira, ela assume que é romântica, mas não espera encontrar o príncipe encantado. “Eu não sou princesa, sou no máximo uma Fiona (do filme ‘Shrek’). Então, não posso querer um príncipe no cavalo branco”, brinca. Para conquistar essa gata, tem que ser bem-humorado e talentoso. “Quero uma pessoa que saiba me fazer rir nos momentos certos e que tenha o desejo de crescer junto comigo.”

 

 

 

Extraído do site do Jornal O Dia online/Rio de Janeiro – RJ
http://odia.ig.com.br/diversao/2014-12-31/maria-bia-de-sexo-e-as-negas-se-veste-com-as-cores-de-iemanja.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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