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Marina condena intolerância religiosa e preconceito racial em comício em Salvador

 

Domingo, 21/09/2014 – 11:02

Marina no comício em Cajazeira: ''O respeito à diversidade religiosa é um compromisso de vida''
Marina no comício em Cajazeira: ”O respeito à diversidade religiosa é um compromisso de vida”

A candidata à Presidência da República Marina Silva, do PSB, teve um encontro com lideranças do movimento negro em Salvador e participou de um comício no bairro de Cajazeiras, na noite deste sábado (20), ao lado da candidata do partido a governadora da Bahia, Lídice da Mata. Nos dois eventos, Marina condenou a intolerância religiosa e o preconceito racial.

“O respeito à diversidade religiosa é um compromisso de vida. A grande contribuição para a construção de um estado laico foi dada pelo movimento protestante. Porque antes havia uma religião oficial. E isso foi muito bom para todo mundo, tanto para os que creem como para os que não creem”, afirmou.

Marina destacou que, em sua carreira política, nunca se utilizou da fé para pedir votos, nem deixou de apoiar, por motivos religiosos, candidatos em quem acreditava. Ela disse que já votou até mesmo em pessoas que não tinham nenhuma fé, mas que eram mais honestas que muitas outras que ficavam por aí arrotando sua fé.

“Não preciso negar a minha fé para ser presidente da República. Se eu negar a minha fé para ser presidente, como vocês vão acreditar que vou defender a sua fé?”, observou, após se manifestar contra qualquer tipo de preconceito, inclusive o religioso.

Lídice da Mata, por sua vez, reiterou a necessidade da manutenção do estado laico e defendeu a realização de campanhas educativas nas escolas públicas para combater a intolerância religiosa. Ela rebateu os ataques que Marina, que é evangélica, vem recebendo durante a campanha eleitoral devido a sua religião, inclusive de setores do PT, partido da qual a candidata a presidente foi fundadora. “Tem muitos companheiros do PT que são evangélicos, mas aí não tem problema nenhum. Se estamos falando de intolerância religiosa não podemos aceitar os ataques a Marina por sua fé”, disse.

Boatos – No encontro de Marina com representantes do Movimento Negro, o professor Jorge Arruda, secretário da Negritude Socialista do Brasil (NSB), se disse membro do candomblé e informou à candidata a presidente a circulação de um boato segundo o qual ela não consideraria o candomblé uma religião e que iria fechar os terreiros.

Marina lamentou a tática dos adversários, recordando que em 1989, na campanha eleitoral em que Collor de Mello venceu Lula, um dos boatos espalhados contra o petista era de que ele iria fechar as igrejas evangélicas. “Antes diziam: ‘Olha você que é pastor, cuidado, Lula vai entrar em sua igreja e tomar tudo que é Bíblia’. Antes eram as bíblias, para espantar os evangélicos, agora estão dizendo que vamos fechar os terreiros. São mentiras”, disse.

Violência – Tanto Marina como Lídice da Mata comentaram a elevada taxa de assassinatos de jovens negros no Brasil e ambas se comprometeram a trabalhar juntas para reduzir a violência crescente, que causa a morte, por assassinato, de mais de 60 mi brasileiros por ano.

“Não dá para achar que isso é um problema só dos governos estaduais. É também um problema do governo federal. É por isso que, se ganharmos, vamos fazer uma parceria e trabalhar juntas”, disse Marina a Lídice.

Em seu discurso, Lídice disse que o combate ao racismo na área de segurança pública passa prioritariamente pelo combate ao racismo institucional e pela criação de oportunidades de vida para os jovens moradores das periferias das grandes cidades. “A diferença de renda é uma expressão da herança maldita da escravidão que temos que vencer. Nos orgulhamos de nossa raiz africana, mas o nosso estado ainda é racista”, disse.

 

Extraido do site Jornal da Mídia.com

http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2014/09/21/Alo_Bahia/Marina-condena-intolerancia-religiosa-e-preconceito-racial-em-comicio-em-Salvado.shtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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