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Médicos não sabem como extrair agulhas inseridas na cabeça de bebê em ritual de religião afro

Por Tiago Chagas -20 de dezembro de 2016   agulhas-bebe-ritual-macabro-200x150Um ritual religioso com uma criança de apenas três meses de idade vem causando grande repercussão e comoção nas redes sociais. A menina teve agulhas de metal inseridas em sua cabeça e no abdômen, com o consentimento dos pais. Os médicos que atendem a criança na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Rondonópolis (MT) não sabem como extrair os objetos sem causar mais danos, de acordo com informações do G1. Até agora, quatro pessoas foram presas acusadas de maus-tratos: Iraci Queiroz dos Santos, 42 anos, conhecida como “Baiana”, seria a responsável pelo ritual; Débora Queiroz dos Santos e Ricardo César dos Santos, filha e genro da “Baiana”, que teriam participado do ato; a mãe do bebê, que está grávida de oito meses, foi encaminhada ao Complexo do Pomeri, em Cuiabá; e pai da criança, Wellinton de Jesus Costa, 28 anos, também está preso, por suspeita de aceitar R$ 250 para ceder a filha para o ritual. A denúncia da prática de rituais religiosos com a criança foi feita ao Conselho Tutelar da cidade de Jaciara, quando a equipe médica do Hospital Municipal notou que havia algo errado. Os médicos notaram que havia hematomas no couro cabeludo e, como ela chorava bastante, foram feitos exames mais detalhados. Semanas antes, a mesma criança já tinha sido levada ao mesmo hospital com cortes nos pés. Segundo o boletim médico divulgado na última segunda-feira, 19 de dezembro, a criança foi submetida a uma cirurgia para drenagem e tentativa de remoção das agulhas, porém o procedimento foi interrompido pelo risco de hemorragia e lesão cerebral. Mesmo na UTI, a menina respira sem ajuda de aparelhos e está sendo alimentada normalmente, com constante observação da equipe médica. Até a conclusão das investigações, a criança ficará sob a guarda do Conselho Tutelar.   Nota da Redação Awùre: Não consta dentro da liturgia da Umbanda e do Candomblé rituais envolvendo qualquer tipo de sacrifício com crianças, muito menos não é da nossa tradição o vilipêndio de seres humanos utilizando qualquer tipo de ferramenta letal. Tais rituais realizados por pessoas despreparadas para o exercício do sacerdócio das religiões de matriz africana resulta nesses casos absurdos e metafóricos, dignos de encarceramento perpétuo.     Extraído do site de notícias religiosas Gospel + / São Paulo – SP https://noticias.gospelmais.com.br/bebe-agulhas-inseridas-cabeca-ritual-religiao-afro-87471.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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