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Memorial reabre revitalizado e exalta personalidades e cultura negra

Solenidade de entrega aconteceu nesta terça-feira (25)

 26 JULHO, 2017 15:01

 

“Para mim é uma felicidade, é onde acelera o coração. É onde estão nos valorizando, nós sofremos muito preconceito, mas um espaço como esse que acolhe os negros é um grande incentivo à cultura afro”. A afirmação emocionada é da mãe Socorro de Oxum, na reabertura do Memorial Esperança Garcia. O espaço foi revitalizado e entregue na noite dessa terça (25), com participação de autoridades e grupos afro-culturais. Salas de oficinas, exibição de filmes, espaço cultural, biblioteca e sala de inclusão digital foram reformados e modernizados.

O memorial, que se chamava Zumbi dos Palmares, agora faz homenagem a Esperança Garcia, escrava piauiense que viveu na região de Oeiras no século XVIII. Aprendeu a ler e a escrever com os padres jesuítas e escreveu uma carta ao governador da província denunciando os maus-tratos que sofria. Na entrada do memorial, a imagem de Esperança Garcia foi grafitada junto com o texto da sua carta original.

“Não é nossa intenção desmerecer Zumbi, pelo contrário, mas também não podemos esquecer que a história é dinâmica, pouco se conhecia sobre Esperança Garcia. Temos que valorizar os vultos nacionais, mas acima de tudo, valorizar nossas raízes e personalidades regionais”, conta o secretário estadual de Cultura, Fábio Novo.

Além das melhorias em toda a estrutura elétrica, no muro, piso e climatização, o local ganhou também acessibilidade com rampas na entrada principal e no palco. Os muros foram grafitados dentro e fora do espaço com representações da cultura afro e com fotos de Nelson Mandela, Malcon X, Martin Luther King, Francisca Trindade, Júlio Romão, entre outras personalidades.

Todas as salas do memorial Esperança Garcia também fazem homenagens a pessoas importantes do movimento negro como Júlio Romão, Lélia González e pai Oscar de Oxalá. A sala de oficina de dança recebeu o nome do coreógrafo e especialista em dança afro Valdemar Santos. “Estou extremamente agradecido, porque geralmente homenagens são póstumas, e dar ainda mais visibilidade a dança negra que muitas vezes é marginalizada”, diz o coreógrafo.

A obra custou R$ 194 mil do Tesouro Estadual e foi feita sob os cuidados da equipe da Coordenação de Registro e Conservação da Secretaria Estadual de Cultura. Em breve, a Secult lançará edital cultural para uso do memorial Esperança Garcia. Assim como o Projeto Boca da Noite, será elaborado um edital específico para apresentações de grupos culturais.

Autoria: Marisa Oliveira

 

 

Extraído do site institucional do Governo do Estado do Piauí
http://www.pi.gov.br/materia/cultura/memorial-reabre-revitalizado-e-exalta-personalidades-e-cultura-negra-2135.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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