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Menina agredida ao sair de culto de candomblé é hostilizada ao fazer exame no IML

Avó diz que menina voltou atrás da desistência de usar branco

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
17/06/2015 14:09:00Atualizado em 17/06/2015 15:44:16
Menina foi agredida com pedrada. (Foto: Reprodução/Facebook)
Menina foi agredida com pedrada.
(Foto: Reprodução/Facebook)

A menina de 11 anos que foi agredida com uma pedrada na cabeça ao sair de um culto de candomblé foi hostilizada nesta quarta-feira (17) no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, onde foi para realizar exames de corpo de delito.

A candomblecista foi agredida por dois homens que a chamaram de “macumbeira” e disseram que ela deveria “queimar no inferno”.

Segundo o Extra, a menina foi hoje ao IML acompanhada da avó, Kátia Marinho, de 53 anos. Ela falava com a reportagem no telefone quando um homem passou gritando: “A imprensa só dá ibope para macumbeiro e gay!”.

“É impressionante. A gente veio para cá de metrô e recebeu muito apoio na rua. No metrô, duas pessoas que disseram ser evangélicas se aproximaram da gente e falaram que não devemos nos abater. Falaram que vão usar branco, para mostrar que não são a favor da intolerância. E agora acontece uma coisa dessas. Mas isso não vai fazer com que eu desista de lutar por justiça. Vamos continuar até o fim”, garantiu a avó.

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Ilé Asé Omin Oiyn, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Hoje, é editor do Jornal Awùre. Diretor Financeiro da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. Colabora com a assessoria de comunicação do PPLE - Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira. É sócio diretor na agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras.

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