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Menina vítima de intolerância religiosa visita escola judaica no Rio

Criado em 03/07/15 14h12 e atualizado em 03/07/15 15h37  Por Da Agência Brasil Edição:Maria Claudia Fonte:Agência Brasil   menina_dom-orani_-rio-de-janeiro2 A adolescente Kayllane Campos, de 11 anos, atingida por uma pedra ao sair de um centro espiritualista na Vila da Penha, subúrbio carioca, vítima de intolerancia religiosa, visitou hoje (3) a Escola judaica Eliezer Max, nas Laranjeiras, zona sul do Rio. A instituição quis aproveitar o momento para propor aos alunos uma reflexão sobre a diversidade e os valores necessários para uma abordagem pacífica e humana das relações sociais, fundamental para a formação dos jovens. A diretora da instituição, Telma Polon, disse que atitudes como esta são parte da filosofia do colégio. “Isso faz parte do nosso posicionamento. Tentamos reforçar sempre essa luta contra a opressão e o respeito ao próximo. E o mais legal é que até as crianças entendem esse pensamento e pedem mais atitudes como essa”, avaliou. O coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da UFRJ, Michel Gherman, reforçou a ideia da diretora. "É importantíssimo informar os alunos quanto ao direito de igualdade. O ocorrido foi algo lamentável, pos fere nossa democracia. Então, achamos necessário convidá-la para fazer essa visita”. O coordenador da Comissão do Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e líder religioso do candomblé, Ivanir dos Santos, que participou do encontro, fez um alerta para que o combate ao preconceito religioso não gere ainda mais discriminação. “Não é porque a Kayllane foi atacada por um grupo de evangélicos, que vamos achar que todos são assim. Há que se buscar o diálogo, não ficar contra os evangélicos, mas sim contra o pensamento fascista, que foi o que gerou a agressão”. Na opinião do coordenador, o sentimento de ódio vai além das crenças.”Isso não é algo religioso. O que gera essa raiva é o desejo, a ganância pelo poder, e é isso que certos grupos têm”. Muito aplaudida por alunos de todas as idades, em um auditório lotado,Kayllane, muito tímida, não quis falar, mas sua mãe, Karina Coelho, que é evangélica, fez questão de agradecer o carinho recebido pela adolescente. ”Fico muito feliz com essa recepção, afinal vocês também são pessoas que sofrem esse tipo de intolerância. É uma pena isso partir de algo lamentável que aconteceu com minha filha, mas estamos todos aqui reunidos porque, por mais que sejamos de crenças diferentes, no final das contas, só queremos a paz”.   Extraído do portal de notícias EBC http://www.ebc.com.br/noticias/2015/07/menina-vitima-de-intolerancia-religiosa-visita-escola-judaica-no-rio

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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