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Meninas lutam contra proibição do cabelo black power em escola

Alunas alegam que estavam sendo obrigadas a esconder seus cabelos naturais, por regimento da escola na África do Sul

 

 

Escola proíbe o cabelo black power
Escola proíbe o cabelo black power

PUBLICADO EM 12/09/16 – 16h13

DA REDAÇÃO

A hastag #StopRacismatPretoriaGirlsHigh (parem o racismo na escola Pretória Girls) ganhou o mundo nas últimas semanas. isso porque alunas de uma escola da África do Sul foram proibidas de frquentar o colégio com seus cabelos “ao natural”.

A escola só de meninas fica na província de Gauteng. As alunas alegam que estavam sendo obrigadas a esconder seus cabelos black power, por regimento da escola.

A instituição Pretoria High School For Girls possui um regimento que especifica como os cabelos das alunos devem ser usados. Apesar de não falar diretamente que os cabelos das alunas devem ser alisados, o código explica que todo penteado deve ser conservador, e “estilos ou modas excêntricas não serão permitidos”.

Uma petição online foi lançada, pedindo a atualização do código da escola para que não mais discrimine meninas muçulmanas e negras. A partir daí, os protestos não pararam por e as garotas saíram em passeata com os seus cabelos afro orgulhosamente à mostra.

No momento, segundo o “Catraca Livre”, a escola e o governo estão conversando sobre o assunto e as alegações das alunas estão sendo investigadas. Enquanto não é possível saber, exatamente, o que tem acontecido no estabelecimento, a hashtag #StopRacismAtPretoriaGirlsHigh pode ser uma fonte de informações e imagens sobre os protestos das meninas.

A instituição Pretoria High School For Girls foi fundada em 1902 e durante o Apartheid, a escola era frequentada predominantemente por alunas brancas. As primeiras alunas negras foram aceitas apenas 1991.

 

 

Extraído do site do Jornal O Tempo / Belo Horizonte – MG
http://www.otempo.com.br/interessa/comportamento/meninas-lutam-contra-proibi%C3%A7%C3%A3o-do-cabelo-black-power-em-escola-1.1369923

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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