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MinC defende criação de uma política nacional de acervos digitais

19/07 às 18h04 – Jornal do Brasil

A necessidade de criar uma política nacional para acervos digitais foi o tema principal da palestra do coordenador-geral de Cultura Digital do Ministério da Cultura (MinC), José Murilo Costa Carvalho Júnior, nesta sexta-feira (17), durante o V Fórum da Internet no Brasil, em Salvador (BA). Segundo ele, o desafio é grande, mas o MinC está disposto a impulsionar a pauta e, para isso, conta com o apoio do Comitê Gestor da Internet. “É preciso uma vigorosa articulação interministerial em torno deste tema, de forma a viabilizar soluções para o compartilhamento de infraestrutura e recursos humanos”, destacou.

Para José Murilo, trata-se também de oportunidade para iniciativas de revitalização de bibliotecas e museus como espaços de processamento e preservação do conhecimento. “Hoje, bibliotecários, museólogos e arquivistas não estão envolvidos o suficiente na seleção e preservação do conhecimento em formatos de origem digital, nem no desenvolvimento de tecnologias que serão essenciais para garantir sua interoperabilidade no longo prazo. Da mesma forma, os setores responsáveis pela tecnologia nas instituições de memória não estão em condições de responder aos desafios colocados”, avaliou.

José Murilo explicou que o MinC já vem atuando em políticas para preservação de acervos digitais, citando como o exemplo o edital “Preservação e acesso aos bens do patrimônio Afro-Brasileiro”, lançado em dezembro de 2013 em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Segundo ele, esse projeto teve investimento inicial de R$ 1,7 milhão na seleção de projetos de coleta, resgate, recuperação, conservação e disponibilização de acervos para o acesso público em meio digital.

“A publicação web do conjunto de acervos relativos ao tema do patrimônio Afro-Brasileiro de forma interativa e interoperável busca  demonstrar, em escala reduzida, o papel de uma efetiva e abrangente política pública para o setor dos acervos digitais”, ressaltou. Segundo ele, já estão previstos novos editais, parcerias e ações de difusão de curadoria em rede, que estão sendo definidos.

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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