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Monumento a Iemanjá é retirado da Pampulha para ser restaurado

Escultura é de 1982 e já passou por modificações anteriormente para correção de danos causados por depredações

 

 postado em 05/09/2017 10:27 / atualizado em 05/09/2017 12:10

 Simon Nascimento * /Jornalismo

(foto: Beto Novaes/ EM/DA Press)

O Monumento à Iemanjá foi retirado da orla da Lagoa da Pampulha na manhã desta terça-feira. A imagem passará por obras de recuperação e manutenção preventiva durante três meses. 

De acordo com a Fundação Municipal de Cultura, o pedestal onde está fixado o monumento também vai ser restaurado, porque apresenta um inclinamento que poderia causar danos à estátua. 

O largo existente em frente ao monumento na Lagoa também será reformado e vai ganhar uma iluminação especial. 

As obras estão previstas para terminarem em novembro deste ano, quando o Monumento a Iemanjá será recolocado na orla da Lagoa da Pampulha

(foto: Beto Novaes/ EM/DA Press)

 

Monumento histórico

A escultura é obra do artista José Synfronini de Freitas Castro. Ela foi inaugurada em 24 de abril de 1982. Inicialmente, a obra foi produzida em mármore sintético branco e ficava localizada na beira da Lagoa da Pampulha, em uma espécie de deck, que a circundava. 

Devido às depredações, a obra passou por modificações ao longo dos anos. Em 13 de agosto de 1988, a escultura foi substituída por uma feita em bronze, material mais resistente. Já em 2003, optou-se pela fixação da escultura no espelho d’água, distante cerca de 10 metros da beira da lagoa. 

Em 18 de agosto de 2007, foi inaugurado o Portal da Memória, monumento feito em homenagem às matrizes culturais africanas. O monumento foi criado pelo artista Jorge dos Anjos e foi projetado em aço. Dessa maneira, se tem se a configuração atual da Praça de Iemanjá, importante ponto turístico e de celebração, Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. 

O Monumento a Iemanjá se constitui em elemento simbólico para os grupos sociais devotos das práticas religiosas de matriz africana. As imediações do monumento são palco de diversas celebrações e manifestações que tem nesse suporte material a representação dos conteúdos socioculturais próprios de suas práticas. 

As homenagens a Iemanjá ocorrem no Brasil há muito tempo. Em Belo Horizonte, acontece anualmente a Festa de Iemanjá, sempre no mês de agosto. Essa festividade ocorre regularmente desde 1957 e nos primeiros anos se iniciava na Praça da Estação, de onde saia uma extensa comitiva de carros em direção à Lagoa da Pampulha, local de confluência de águas e espaço privilegiado para essa celebração. 

 

*Sob supervisão do editor Benny Cohen 

 

Extraído do portal de notícias do Estado de Minas / Belo Horizonte – MG
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2017/09/05/interna_gerais,897905/monumento-a-iemanja-e-retirado-da-pampulha-para-ser-restaurado.shtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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