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Morre, em Salvador, a egbomi ‘Tieta de Iemanjá’, do Terreiro Casa Branca

Tombado pelo Iphan em 1984, tempo religioso do Candomblé é considerado um dos mais antigos do país.

 

 

09/04/2017 19h04  Atualizado 09/04/2017 19h25

Terreiro da Casa Branca, em Salvador, foi o primeiro a ser tombado pelo IPHAN, em 1984 (Foto: Egi Santana/G1)

 

Morreu no sábado (8), em Salvador, Antonieta da Anunciação Matos, a “Egbomi Tieta de Iemanjá”, como era conhecida, do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Iyá Nassô, a Casa Branca. O templo é considerado um dos mais antigos terreiros do país e berço de vários outros tradicionais da capital baiana. O sepultamento da religiosa foi realizado na tarde deste domingo (9), no Cemitério Campo Santo.

Segundo informações de pessoas ligadas ao terreiro, a idosa esteve internada com quadro de saúde debilitado, mas a causa da morte não foi confirmada. Tieta de Iemanjá atualmente liderava a Casa Branca devido ao afastamento da Yalorixá Mãe Tatá, por problemas de saúde.

O Terreiro da Casa Branca é considerado um dos mais antigos do país, conforme explica o antropólogo baiano Ordep Serra. “Ele é uma grande matriz de centenas espalhados pelo Brasil inteiro”. De acordo com o professor, religiosos iniciados na Casa Branca foram as pessoas que deram origem a terreiros famosos e tradicionais de Salvador, como o Ilê Axé Opô Afonjá e o Gantois.

O primeiro terreiro do Brasil tombado pelo Iphan foi o da Casa Branca, em 1984. Situado em uma área de aproximadamente 6.800 metros quadrados, com edificações, árvores e objetos sagrados, o templo fica na Avenida Vasco da Gama, em Salvador.

O Ilê Axé Iyá Nassô Oká é uma instituição religiosa de culto ao Orixá que tem como principal objetivo a preservação das tradições nagô deixadas pelos africanos que a fundaram. O nome da casa é uma referência à sacerdotisa da corte do Alafin de Oyó.

 

Extraído do portal de notícias G1 / Bahia
http://g1.globo.com/bahia/noticia/morre-em-salvador-a-egbomi-tieta-de-iemanja-do-terreiro-casa-branca.ghtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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