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Mostra gastronômica na Praça do Arsenal celebra São João e Xangô

Publicação: 18/06/2014 13:40 Atualização:

 

Será realizada nesta quinta-feira, no Arraial Compositor João Silva, no Pátio de São Pedro, a 8ª Exposição Culinária Afro-brasileira no Ciclo Junino. A partir das 18h, dez mestres da tradição africana estarão expondo suas culinárias devotivas a Xangô.

A iniciativa, apoiada pela Prefeitura do Recife, apresenta a culinária de terreiro dedicada a Xangô, orixá comemorado pela religião africana no mês de junho. A exposição festeja também o sincretismo e a forte diversidade cultural, trazendo os alimentos típicos de milho do ciclo junino.Além do período coincidente, os dois costumes compartilham semelhanças que se mostram no festejo, no fogo e na farta culinária dedicada a cada tradição, tendo no milho e no quiabo seus principais ingredientes.

Foto: Ogã Eduardo de Aiyrá Foto tirada em ritual realizado na Aldeia do Caboclo Sete Flechas de Aruanda, fundada no dia 08 de fevereiro de 2003, dirigida pelo sacerdote Ronaldo de Oxun, situada na Rua Dona Romana, 432, Lins - Rio de Janeiro - RJ
Foto: Ogã Eduardo de Aiyrá
Foto tirada em ritual realizado na Aldeia do Caboclo Sete Flechas de Aruanda, fundada no dia 08 de fevereiro de 2003, dirigida pelo sacerdote Ronaldo de Oxun, situada na Rua Dona Romana, 432, Lins – Rio de Janeiro – RJ

Dos sabores da divindade, sempre temperados com azeite de dendê e pimenta malagueta, poderá ser degustado o gbègiri, espécie de ensopado feito com rabada, camarão e quiabo. A novidade este ano é que também serão servidos os alimentos que as esposas de Xangô preparavam para alimentar o orixá. De Oyá, terá o akará, bolinho de feijão fradinho, mais conhecido por compor a base do acarajé, de Obá, o latapá, um pirão de peixe e camarão, e de Oxum, o Ipeté, preparado com inhame, dendê, cebola, camarão e gengibre.

A culinária junina o Nordeste estará presente em pratos como canjica, pé de moleque, munguzá, milho assado e bolo de milho. Enquanto os católicos comemoram São João, protetor dos casados e dos enfermos, a religião africana celebra Xangô, divindade do Trovão e da Justiça. A mostra será encerrada com apresentação do Afoxé Omim Sabá, que sobe no palco às 22h.

Confira a programação:

18h Início da Exposição com cânticos a Exú e início da degustação
18h30 –  Continuação do Xirê (cânticos sagrados para os orixás)
21h – Celebração (roda) à Xangô – homenageado da Festa
22h – Afoxé Omim Sabá

Foto: Ogã Eduardo de Aiyrá
Foto tirada em ritual realizado na Aldeia do Caboclo Sete Flechas de Aruanda, fundada no dia 08 de fevereiro de 2003, dirigida pelo sacerdote Ronaldo de Oxun, situada na Rua Dona Romana, 432, Lins – Rio de Janeiro – RJ
Extraído do site Diário de Pernambuco

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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