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Mostra no Recife reúne 50 aquarelas de Carybé sobre o candomblé

'As Cores do Sagrado' tem acesso livre até o dia 26 de julho. As 50 peças fazem parte de um total de mais de 120 obras sobre o tema.

Do G1 PE | 08/06/2015 10h35 - Atualizado em 08/06/2015 10h36  
Como não era permitido fotografar nem filmar nos terreiros, Carybé contava apenas com sua memória (Foto: Divulgação)
Como não era permitido fotografar nem filmar nos terreiros, Carybé contava apenas com sua memória (Foto: Divulgação)
Cinquenta aquarelas do artista plástico Carybé estarão à mostra na Caixa Cultural Recife a partir da terça-feira (9). Os trabalhos retratam as tradições do candomblé na Bahia em traços leves, coloridos e cheios de detalhes. "As Cores do Sagrado" tem acesso livre para todos os públicos até o dia 26 de julho de 2015. Carybé é o nome artístico do argentino naturalizado brasileiro Hector Julio Páride Bernabó. Quando trabalhava em um jornal na Argentina, foi contratado para viajar por vários países e enviar desenhos e reportagens – numa dessas, conheceu Salvador, que virou uma fonte de inspiração marcante. Carybé ilustrou inúmeras obras de Amado, Mário de Andrade, Gabriel García Márquez e Pierre Verger. Morreu em Salvador, em 1997.  
Aquarelas retratam detalhes dos rituais e são fruto de mais de 30 anos de pesquisa (Foto: Divulgação)
Aquarelas retratam detalhes dos rituais e são fruto
de mais de 30 anos de pesquisa (Foto: Divulgação)
A mostra “As Cores do Sagrado” ficou em cartaz em abril e maio em Salvador, na Bahia. A curadoria é da filha de Carybé, a bióloga Solange Bernabó. As 50 peças escolhidas fazem parte de um total de mais de 120 obras sobre esse tema. É um registro singular dos rituais e cultos aos deuses africanos produzido entre 1950 e 1980 a partir de vivências pessoais de Carybé nos terreiros, incluindo as tradições nagô, jeje e angola. Como não é permitido fotografar nem filmar essas cerimônias, o artista se apoiou exclusivamente em sua memória fotográfica. Segundo Solange, ele retratava com respeito e beleza as práticas da religião.   O conteúdo da exposição estava originalmente no livro “Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia”, de 1981, que tem introdução do escritor Jorge Amado e textos do fotógrafo e etnólogo Pierre Verger e do historiador Waldeloir Rego. Esgotado desde a última edição, atualmente o livro é encontrado apenas nas mãos de colecionadores.     Serviço: "As Cores do Sagrado" - Carybé De 09/06 a 26/07/2015 Terça a sábado - das 12h às 20h Domingo - 10h às 17h Fechado às segundas CAIXA Cultural Recife - Av Alfredo, 505, Bairro do Recife - PE- CEP 50.030-150 Entrada franca Informações: (81) 3425-1915 Classificação Livre     Extraído do portal de notícias G1 / Recife-PE http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/06/mostra-no-recife-reune-50-aquarelas-de-carybe-sobre-o-candomble.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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