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Movimento negro protesta contra a intolerância religiosa no Congresso

Baianas de branco e manifestantes com roupas africanas defendem respeito a religiões de matriz africana

POR ISABEL BRAGA

10/06/2014 16:25 / ATUALIZADO 
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BSB – Brasília – Brasil – 10/06/2014 – PA – Integrantes de religiões afro-brasileiras durante manifestação com balões brancos na rampa do Congresso Nacional em protesto contra a intolerância religiosa, contra o juiz federal Eugênio Rosa de Araújo, que, ao negar a retirada de vídeos ofensivos à umbanda e ao candomblé da internet escreveu que estas não são religiões. Foto: Ailton de Freitas/ Agência O Globo – Ailton de Freitas / Agência O Globo

BRASÍLIA – Dispostos a pedir paz e protestar contra a intolerância racial, um grupo de integrantes de movimento negro percorreu corredores e a rampa do Congresso Nacional na tarde desta terça-feira, chamando atenção de deputados e pessoas que estavam no local. Com faixas pregando o amor e trajando branco ou roupas com estampas africanas, o movimento também segurava balões brancos que seriam soltos no Ministério da Justiça, onde pretendiam conversar com representantes da Secretaria de Direitos Humanos. Além de baianas, também estavam no grupo pessoas do Candomblé, Umbanda e religiões de matriz africana. Na faixa que abria o cortejo estava escrito: “Quem prega amor, já é de axé. Coletivo de entidades negras”.

Entre os pleitos feitos pelo movimento está ser mais criterioso na outorga de concessões de rádio a emissoras que tratam com desrespeito religiões de matriz africana.

Integrantes do movimento também criticaram a ação de algumas delegacias, que não levam a sério agressões feitas por religiosos a terreiros de Umbanda e Candomblé. Segundo eles, muitas vezes os terreiros são invadidos por pessoas que quebram objetos sagrados, agridem as mães de Santo, mas o fato é registrado como briga de vizinhos.

– Protestamos contra a intolerância religiosa em geral. Crianças e adultos são estigmatizados se frequentam os terreiros, O núcleo religioso que poderia dar o exemplo, persegue também, afirmando que faz isso em nome de Jesus, quando Jesus prega o amor. Quando há invasão de religiosos nos terreiros, quebram objetos sagrados, agridem as mães de Santo, muitas delegacias registram como briga de vizinhos. Conversamos com alguns deputados e vamos agora falar com o representantes dos Direitos Humanos – afirmou Gilson Rego, do movimento negro.

 

Extraído do Portal de notícias O Globo.com

http://oglobo.globo.com/sociedade/movimento-negro-protesta-contra-intolerancia-religiosa-no-congresso-12793717

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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