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MPE discute ações de combate à intolerância religiosa

Objetivo foi pedir ações para garantir a liberdade de crença

21/03/2016 – 15:06

 

Encontro ocorreu na manhã desta segunda–feira no MPE (Fotos: Portal Infonet)
Encontro ocorreu na manhã desta segunda–feira no MPE (Fotos: Portal Infonet)

Líderes da Umbanda e do Candomblé pediram ao Ministério Público Estadual (MPE) providências para combater a discriminação de pessoas que fazem parte das religiões de matrizes africanas. O encontro correu na manhã desta segunda–feira, 21, com a promotoria da educação. O objetivo do encontro foi pedir ações para garantir a liberdade de crença e combate à intolerância religiosa. A audiência acontece no Dia Internacional da Luta contra a discriminação racial.

Para o babalorixá, Juraci de Erimatéia, o Ministério Público precisa implantar ações para combater as práticas de discriminação que são recorrentes em todo o país. “A principal reivindicação é a partir de algumas casas de candomblé que estão sendo invadidas pela polícia e estamos tendo os cultos interrompidos e instrumentos sagrados sendo apreendidos. Essa prática fere a Constituição Federal e o Estatuto da Igualdade Racial. A gente pede as autoridades

Para o babalorixá, Juraci de Erimatéia o MP precisa implantar ações para combater as práticas de discriminação
Para o babalorixá, Juraci de Erimatéia o MP precisa implantar ações para combater as práticas de discriminação

um ajuste de conduta”, protesta.

Os representantes alegam também serem discriminados em escolas e em unidades de saúde. O promotor de justiça da educação Luiz Fausto Valois disse que irá colher as denúncias, acionar os órgãos responsáveis para audiências e levantar as denúncias. “O Ministério Público teve a ideia de criar o projeto “Racismo Conhecer para Enfrentar” e hoje marcamos essa audiência pública para tratar dessas situações. Os cultos religiosos estão sendo interrompidos, seus líderes religiosos sendo levados presos e esquecem da liberdade religiosa. Não está havendo respeito à liturgia e aos instrumentos  indumentárias da religião das matrizes africanas. Vamos receber as reivindicações. Já vimos que tem demanda e vamos marcar audiências individualizadas e tratar cada um dos temas mencionados”, garante.

Por Eliene Andrade

 

Extraído do portal de informática Infonet / Aracaju – SE
http://www.infonet.com.br/educacao/ler.asp?id=184368

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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