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MUNDO: Intolerância: «Guerras religiosas escondem interesses políticos»

 

Texto Francisco Pedro | Foto Lusa | 31/07/2015 | 16:43

Relatório da Cáritas italiana revela um «aumento preocupante» da intolerância religiosa em todo o mundo. E estima que mais de 100 milhões de cristãos sejam vítimas de discriminação

epa03880818 Members of the Pakistani Christian minority carry a Cross during a protest against the bomb blasts that targeted a Church in Peshawar, during a protest in Karachi, Pakistan, 23 September 2013. Two suicide bombers had targeted a Sunday mass on 22 September 2013, at a church in north-western Pakistan, killing 80 people in the country's deadliest attack against Christians, police and medics said. More than 135 people were wounded in the attack, which set off protests in several cities, police said.  EPA/SHAHZAIB AKBER
epa03880818 Members of the Pakistani Christian minority carry a Cross during a protest against the bomb blasts that targeted a Church in Peshawar, during a protest in Karachi, Pakistan, 23 September 2013. Two suicide bombers had targeted a Sunday mass on 22 September 2013, at a church in north-western Pakistan, killing 80 people in the country’s deadliest attack against Christians, police and medics said. More than 135 people were wounded in the attack, which set off protests in several cities, police said. EPA/SHAHZAIB AKBER

 

«Muitas vezes, as chamadas “guerras religiosas” escondem interesses políticos e alguma supremacia específica», concluíram os autores de um relatório sobre a violência e discriminação que sofrem os cristãos e as minorias espalhadas pelo mundo, tornado público esta semana pela Cáritas italiana.

O documento, intitulado «Cristãos perseguidos: entre o terrorismo e a migração forçada», documenta «um aumento preocupante da intolerância, não só no Médio Oriente, cenário de conflitos como o da Síria e Iraque», mas em vários outros pontos do globo: «Mais de 100 milhões de cristãos são vítimas de discriminação, perseguição e violência exercida por regimes totalitários ou seguidores de outras religiões».

«Desde novembro de 2013 até outubro de 2014, estima-se que o número de cristãos assassinados por razões estritamente ligadas à sua fé chegou a 4.344, e que houve 1.062 igrejas atacadas pelas mesmas razões», pode ler-se no relatório, que aponta a Coreia do Norte, Somália, Iraque, Síria, Afeganistão, Sudão e Irão, como os países mais perigosos para os cristãos.

Além de revelarem a dinâmica política de conflitos rotulados por vezes de forma errada, os especialistas aproveitaram para realçar a existência de casos onde há uma verdadeira convivência e cooperação entre religiões, dando como exemplo a Cáritas do Médio Oriente, onde cristãos e muçulmanos trabalham cada vez mais em conjunto.

 

 

Extraído do site português Fátima Missionária – outra visão do mundo / Fátima – PT
http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=32648&sec=8

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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