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Museu Afro Brasil recupera tecnologia e design africanos no Brasil escravocrata

 

Preta, preto, pretinhos

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Preta, paulistana, filha de uma sergipana e de um baiano, Denise Mota é jornalista há mais de 20 anos, com mestrado pela USP. Vive no Uruguai.

 

19/07/2017  16:43

Divulgação

 

POR DENISE MOTA

Até novembro, a instituição no Parque Ibirapuera, em São Paulo, mostra -por meio de 70 objetos, além de imagens- a contribuição tecnológica dos africanos, tornados escravos no Brasil, para o desenvolvimento de atividades domésticas e com fins comerciais nos séculos XVIII e XIX.

Sob curadoria de Emanoel Araujo, fundador, diretor e curador do museu, “Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão” apresenta ao visitante mesas de lapidação de pedras preciosas, forjas de ferreiro, moendas de açúcar, prensas de folha de tabaco, moendas de milho, formas de queijo e rapadura, plainas de marceneiros.

Objetos presentes na exposição “Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão” (Divulgação).

“Os preconceitos de muitos cientistas europeus transmitiram ao restante do mundo a impressão de que esses povos não ofereceram uma contribuição relevante para a construção do conhecimento universal. Ao pensarmos nas contribuições dos povos africanos para o conhecimento científico e tecnológico no Brasil, nos defrontamos com certa carência de pesquisas sobre o tema nas academias, bem como de sua divulgação”, afirma Araujo.

“A produção de instrumentos de trabalho, técnicas de edificações e até mesmo de objetos artísticos constitui um legado imprescindível para compreender a história do desenvolvimento tecnológico no Brasil”, acrescenta. “Por muito tempo, interessou aos que escreviam a nossa história reforçar um passado sofrido e ‘coisificado’, com o intuito de cristalizar imagens de uma suposta subalternidade.”

Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão
Museu Afro Brasil – av. Pedro Álvares Cabral, s/no.
Parque Ibirapuera – Portão 10, tel. (11) 3320-8900
Entrada: R$ 6; meia: R$ 3; aberto de ter. a dom., das 10h às 17h; grátis aos sábados

 

Extraído do caderno Preta, Preto, Pretinhos, Blog da Folha / São Paulo – SP
http://pretapretopretinhos.blogfolha.uol.com.br/2017/07/19/museu-afro-brasil-recupera-tecnologia-e-design-africanos-no-brasil-escravocrata/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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