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Museu Afro de Laranjeiras recebe a ‘Arte in África’

Peças remontam o período da escravidão e do período colonial

 18/02/2014 – 21:20

 
 

 

Peças são expostas no Museu (Foto: Ascom / Secult)
Peças são expostas no Museu (Foto: Ascom / Secult)

Móveis, estatuetas, máscaras, tecelagens e demais instrumentos africanos estarão expostos até o dia 31 de março no Museu Afro-brasileiro de Sergipe através da exposição ‘Arte in África’. Os objetos pertencem a Guga Viana, colecionador que também assina a curadoria. Ele trouxe todas as peças do continente africano.
Tradicional por seu grande número de peças que remontam o período da escravidão e do período colonial do país, o Museu Afro-brasileiro busca, através desta mostra, apresentar ao público um pouco da arte e dos rituais africanos que são realizados até hoje naquele continente.

A exposição é composta por peças que estão há mais de 20 anos em um acervo particular de Guga, e que ele sempre disponibiliza às unidades museais de Sergipe. “Levar essa exposição para o Museu Afro era algo quase que imprescindível, visto que ela dialoga perfeitamente com o seu acervo”, informa Sayonara Viana, que é a coordenadora de Museus da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), pasta que cuida da gestão do Museu Afro.

Guga Viana, por sua vez, completa que a construção deste acervo se deu após ele estudar de História da Arte na França e conhecer de perto um pouco da riqueza da arte e da história africana. “Essa mostra já passou por vários museus e hoje está em um lugar que poderia até mesmo ficar. Lá, encontram-se peças dos séculos XVII, XVIII e XIX de países como Senagal, Costa do Marfim e Benin, que foram os locais por onde morei”, completa.

Para Guga, a exposição desperta ainda mais uma discussão importante que diz respeito a educação Afro, que deveria estar mais presente nas escolas brasileiras.

Turistas encantados

Nos primeiros meses do ano a movimentação turística no Estado cresce consideravelmente e as visitações aos museus também ganham com esse crescimento. No museu Afro, em Laranjeiras, alguns grupos são guiados por agências de turismo, que aproveitam a alta estação para mostrar além das riquezas naturais, um pouco da história do Estado.

Mário Jorge, que é agente de turismo desde 2002 e que guiava o grupo à cidade histórica, destaca que o número de visitantes que se interessam em conhecer os sítios históricos é grande, e que eles sempre saem encantados com o vêem. “São pessoas que se interessam de verdade pela história dos locais que visitam e sempre gostam de ver o que temos em nossos museus, seja aqui em Laranjeiras, São Cristóvão ou em Aracaju”, frisa.

Este é o caso da estudante paulistana Juliana Scaglion, de 18 anos e que passou uma semana no Estado. Para ela, conhecer os atrativos históricos dos locais por onde viaja, é fundamental. “Estou adorando tudo em Sergipe. É um local com grandes belezas naturais e atrativos históricos legais. Este museu e esta exposição, em particular, estão interessantes”, afirmou a jovem que viajava com a família.

Já o funcionário público Vantuir de Fátima, que é mineiro de Belo Horizonte, aproveitou a visita ao Museu para conhecer a história africana. “Nunca tinha visto nenhuma dessas peças e fiquei muito impressionado com a riqueza desse acervo africano”, completou.

Fonte: Secult

Extraído do Site Infonet.com.br

http://www.infonet.com.br/cultura/ler.asp?id=154960

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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