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Museu dos Escravos em SV dará lugar à ‘Casa da Cultura Afro-Brasileira’

Espaço será reaberto em janeiro com participação de entidades da Cidade. A proposta é transformar o espaço em pólo de difusão da Cultura Afro-Brasileira

 

17 de novembro de 2014 às 18h03

Casa da Cultura Afro-Brasileira – Memorial ao Escravizado. Esse é o novo nome proposto para o Museu dos Escravos de São Vicente, escolhido por representantes de vários segmentos da Comunidade Negra do Município, na roda de conversa sobre futuras atividades no local. A reunião foi chamada pela Secretaria da Cultura e realizada nas Oficinas Culturais da Prefeitura.

Coordenado pelo titular da Secult, Amauri Alves, o encontro serviu também para apresentar os resultados das obras de reestruturação, restauro e revitalização realizada no espaço, bem como os esforços que a Administração Municipal para reativar o local, que passa a ser de responsabilidade da Secretaria da Cultura. A proposta é transformar o espaço em pólo de difusão da Cultura Afro-Brasileira.

 

Museu dos Escravos em SV dará lugar à 'Casa da Cultura Afro-Brasileira' (Foto: Divulgação/PMSV)
Museu dos Escravos em SV dará lugar à ‘Casa da Cultura Afro-Brasileira’ (Foto: Divulgação/PMSV)

Acervo

Além de conter o acervo permanente do escultor Geraldo Albertini, que tem as paredes do local e mais 135 peças em barro e madeira como referência, o novo modelo de utilização (que será apresentado por edital de chamada pública) prevê a participação de entidades e movimentos culturais. A ideia é manter viva e renovada a memória e a história das pessoas que trabalharam na construção do País, vindas da África, formando hoje o patrimônio cultural brasileiro.

Localizado no Parque Ecológico do Voturuá, o espaço será reinaugurado em janeiro de 2015, durante as comemorações do aniversário da Cidade. As obras de recuperação estão em fase final. O telhado foi adequado para evitar infiltrações, foi criado um deck e restauradas as paredes com figuras em relevo, entre outras intervenções. A obra é gerenciada pela Prefeitura, com recursos do Departamento de Apoio e Desenvolvimento das Estâncias – DADE.

Participaram da reunião representantes do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Cultural e Turístico; Coordenadoria  Municipal de Política Pública para Igualdade Racial; do movimento Hip Hop; da Educação na área de História; da Juventude Negra da Baixada Santista; do Culto aos Orixás de Tradição Afro-Brasileira; da Comunidade Negra local e munícipes.

 

Extraído do site do Jornal Diário do Litoral // São Vicente – SP
http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/46071-museu-dos-escravos-em-sv-dara-lugar-a-casa-da-cultura-afro-brasileira

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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