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Museu Goeldi inaugura ‘Trilha Afro Amazônicos e seus Símbolos’

Projeto foi construído em parceria com comunidades de matriz africana.
Na trilha, plantas com importância cultural para respectivas religiões.

Do G1 PA

06/04/2016 16h44 – Atualizado em 06/04/2016 18h07

 

 

Projeto vai mostrar as relações entre culturas afroreligiosas e espécies de plantas do acervo do Parque Zoobotânico. (Foto: Divulgação/MPEG)
Projeto vai mostrar as relações entre culturas afroreligiosas e espécies de plantas do acervo do Parque Zoobotânico. (Foto: Divulgação/MPEG)

 

Um projeto educativo vai mostrar a estudantes do ensino médio as relações entre culturas afro religiosas e espécies de plantas do acervo do Parque Zoobotânico. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (6), pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

O projeto do Serviço de Educação (SEC) foi construído em parceria com comunidades de terreiro de matriz africana em Belém (Candomblé, Umbanda e Mina foram são algumas delas).

Entre os convidados estão: Mametu Nangetu, Baba Tayando, Mãe Nalva, Mãe Jakolocy, Mãe Vanda e Pai Alfredo. Eles identificaram plantas do acervo do Parque com significado e importância cultural para as suas respectivas religiões e são essas plantas que fazem parte da trilha.

Vídeos didáticos
O processo foi transformado em vídeos didáticos que serão disponibilizados para escolas da rede básica de ensino como ferramenta pedagógica. O material é recomendado para ser assistido por estudantes em sala de aula antes de uma visita ao Parque Zoobotânico.

Projeto
A “Trilha Afro Amazônicos e seus Símbolos” faz parte do projeto de pesquisa da bolsista de Educação Tainah Jorge. Ela explica que a meta desse projeto é estimular o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, de acordo com a Lei Federal 10.369.

A lei, promulgada em 2003, se refere à inclusão no currículo escolar do estudo da História da África e dos Africanos, da luta dos negros no Brasil, da cultura negra brasileira e do negro na formação da sociedade nacional. “A realização desse roteiro possibilita o acesso ao conteúdo afro brasileiro, criando um espaço de informação, educação e conscientização. Uma ferramenta de necessidade pública”, afirma.

Serviço
A primeira fase da “Trilha Afro Amazônicos e seus Símbolos” é o minicurso de formação sobre o projeto para professores de nível médio (1º a 3º ano) do ensino básico. Nele serão explicados os fundamento e os saberes ancestrais, bem como as plantas que fazem parte da trilha. O minicurso acontece na próxima quarta-feira (13), e 9h às 11h30 e na quinta-feira (14), de 9h às 11h30 e de 14h às 16h30.

Os docentes interessados em participar do projeto devem se inscrever até esta sexta-feira (9) no Núcleo de Visitas Orientadas (NUVOP), localizado no Parque Zoobotânico, na avenida Magalhães Barata, 376, no bairro de São Braz. Mais informações no telefone: (91) 3182-3249.

 

 

Extraído do portal de notícias G1 / Pará
http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2016/04/museu-goeldi-inaugura-trilha-afro-amazonicos-e-seus-simbolos.html

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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