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Na nova temporada de “Os Suburbanos”, Nando Cunha investe em improviso

22/02/2016

 

Nando Cunha sabe da instabilidade que envolve a carreira de ator ISABEL ALMEIDA/CZN
Nando Cunha sabe da instabilidade que envolve a carreira de ator ISABEL ALMEIDA/CZN

 

Nando Cunha se sente à vontade na pele da mãe de santo Dinda, de “Os Suburbanos”. Achar o tom da personagem na primeira temporada da série do Multishow, em parceria com a Globo e produtora Hungry Man, foi difícil. No entanto, uma conversa com Luciano Sabino, diretor da produção, deixou o ator mais tranquilo. “Esse é o meu primeiro papel feminino. Fiquei com medo de que ficasse muito caricato”, admite. Longe da preocupação inicial, Nando conseguiu suavizar as expressões de Dinda e se jogou na linha do improviso que a série segue, buscando um humor adulto e genuíno. “O legal quando surgem esses improvisos é que os atores são maravilhosos na hora da troca. Tanto o Rodrigo (Sant”Anna) quanto o Wagner (Trindade), o Tadeu (Mello) e a Carla (Cristina) sabem jogar junto. Nada adianta se só você improvisar e não tiver retorno”, avalia.

Na história, Dinda é o eixo de equilíbrio de Jefinho, papel de Rodrigo Sant”Anna, sendo a quem o pagodeiro e toda a família recorrem nos momentos de maior confusão. “A Dinda vê os búzios. É um socorro para todo mundo, mas é quem mais precisa de ajuda espiritual porque não consegue dar conta dos pedidos”, relata. A caracterização da personagem era muito específica, como a de uma mãe de santo, na primeira temporada. Mas, na segunda, a personagem ganhou novas vestimentas, que ajudam o ator a se inserir no universo do papel. “Na temporada passada, as roupas da Dinda estavam focadas na mediunidade. Nesse ano, junto com o pessoal do figurino, decidimos dar um ar mais feminino”, salienta.

Bom humor

Confortável com o papel, Nando deseja que “Os Suburbanos” ganhe novas temporadas. Para o ator, a liberdade de improviso presente dentro da produção e o clima de bom humor contribuem para que o trabalho seja prazeroso. “Na primeira temporada, por mais que fosse gravar todo dia às seis da manhã em Bento Ribeiro ou no Parque de Madureira, não teve um dia que não estivesse feliz. Tem outras produções em que você trabalha já querendo ir embora”, confessa. Improvisar também foi algo muito feito por Nando no “Tomara Que Caia”. Mas, no programa, o comediante tinha de viver personagens diferentes a cada semana, o que dificultava seu trabalho. “As pessoas criticaram tanto, mas a gente tinha de fazer uma peça por semana. Quando pego o texto da Dinda, já sei como é. O difícil é ter de montar um personagem a cada semana. Isso dá um nó na nossa cabeça. A gente só ficava aliviado no domingo quando acabava”, revela.

Entre sucessos e fracassos, Nando se acostumou a manter os pés no chão. Depois do personagem Pescoço, de “Salve Jorge”, o ator teve boas oportunidades de trabalho. No entanto, ele sabe da instabilidade que envolve a carreira de ator e, por isso, deseja cavar seu próprio espaço nos próximos anos. Assim, não precisará aguardar o próximo convite. “O sucesso abre portas, mas o fracasso aponta horizontes. Quando você está mal, começa a ver milhões de oportunidades que não veria se estivesse em uma zona de segurança”, afirma. Foi enxergando a vida dessa forma que o ator resolveu começar a se produzir e entrou em cartaz com a peça “Samba e Outras Estórias”. “Fiquei muito feliz de montar o meu espetáculo e poder viajar com ele”, orgulha-se. (Raquel Rodrigues/TV Press)

 

 

Extraído do site do Jornal Comércio do Jahu / Jaú – SP
http://www.comerciodojahu.com.br/noticia/1343242/inside-na-nova-temporada-de-os-suburbanos-nando-cunha-investe-em-improviso

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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