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Na última quinta-feira (19) aconteceu o lançamento do Livro “Intolerância Religiosa no Brasil – Relatório e Balanço”, no Sarau inter-religioso na ABI

 

Alusivo ao dia 21 (sábado) de janeiro – Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, o livro é de interesse nacional, inédito e bilíngue. A intolerância religiosa continua fazendo vítimas. Nos últimos anos a CCIR vem chamando à razão da sociedade para o perigo de uma ditadura religiosa em um país como o Brasil, que é diversificado, repleto de crenças e laico.

O livro trás o resultado de uma pesquisa cientifica minuciosa. Os pesquisadores participantes da Comissão de Combate à Intolerância / CCIR, do Centro de Articulação das Populações Marginalizadas / CEAP e do Laboratório de História das Experiências Religiosas da UFRJ, apresentam de forma bastante elucidativa os dados levantados em órgãos, que focados na questão da intolerância Religiosa fazem ponte com a sociedade, como a Secretaria de Direitos Humanos, o Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos e a própria Comissão de Combate à intolerância Religiosa.

“O livro é um dos maiores trabalhos interdisciplinares com foco na Intolerância religiosa. Com dados consistentes, demonstram como a intolerância religiosa cresce de acordo com o desconhecimento e preconceito das pessoas. A intolerância religiosa, o racismo e o preconceito são um dos maiores fenômenos sociais brasileiros”, afirma o interlocutor da CCIR, o Babalawô Ivanir dos Santos.

O livro é uma consequência da parceria frutífera entre os diversos grupos religiosos participantes da CCIR, em prol do diálogo e da tolerância entre religiões. E eles estavam lá, marcando presença, como a escritora Helena Theodoro,  Sami Isbelle, diretor do departamento educacional da Sociedade Brasileira Muçulmana do Rio, lado a lado de pagãs, hare krishna, com sua representante Raga Bhumi, Alexandre Pimentel, da Superintendência de Cultura e Território do Estado do Rio. Bispo Rodrigo Faddoul – Comunhão Celta Cristã, André Chevitarese – do Instituto de História (UFRJ), Carlos Meneses, Sheik Mahdi Soltani, Sheik Rodrigo Jalloul – da Comunidade Muçulmana Xiita, Paulo Maltz, da Federação Israelita do Rio, Glauce Franco, Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Koinonia, Fierj, entre outros. Assim como apoiadores como FENEB, entre outros, estiveram presentes.

Herry Rosenberg foi enfático ao afirmar que “Não podia deixar de vir aqui, que agente possa ter um mundo de muita paz”, alegou o presidente da Federação Israelita do Estado do RJ.

Diácono Nelson Águia – secretário da Comissão da Arquidiocese do Rio, ao lado de Fátima Damas (CEUB), sentenciou “Percebemos que de uns anos pra cá, a cosia vem piorando, mas o mal é pago com o bem, a solução é dialogarmos…”.

Pai Renato e Mãe Mirian, foram os mestres de cerimônia e comandaram a festa, apresentando os convidados como grupo Awure Cia Musical, que atacou com cânticos; para Oxalá “Onisawurê” e ainda um hino no ritmo “avamunha”. A Cia é especializada em interpretar as rezas e os cânticos sagrados de matriz africana, reeditados em uma linguagem musical contemporânea e, comprometidos com os elementos estéticos e míticos presentes na tradição africano-brasileira.

A Cia Musical Ás do Ouro, composta de 10 integrantes fizeram uma bela apresentação de dança, o projeto se baseia nas “facetas do malandro’, resgatando a boemia, o galanteio do malandro. No palco, arrasaram na coreografia, embalados com as músicas: “Malandro Sou Eu” e “Malandro Batuqueiro”.

Martinho da Vila, também subiu o palco, e deu seu recado “Temos obrigação de estar juntos e aqui estou….”.  O jovem Dani Flomin, representante da comunidade judaica, encantou com o repertório “Yerushalayim Shel Zahav”, e “Yesterday”. Os ogãs Luis Fernando Barros, Fernando Barros e Alexandre Bahia, tocaram atabaques e cantaram músicas inter religiosas, da umbanda, candomblé, evangélica e católicas. Do Grupo do movimento “Intra-Religioso” de União Afro – MIRUA.

E assim, foi o lançamento com apresentação de diversos segmentos culturais, evocação mulçumana, rezas, atabaques, cantorias e afins. Foi aberto ao público, que lotou o espaço, na  ABI. Em mais uma empreita no combate à intolerância religiosa.

Shalom, Salaam Aleikum, Axé, Amém….

Fotos de Robson Moreira

Livro: Intolerância Religiosa no Brasil – Relatório e Balanço

Ano 2017

152 páginas

Edição Bilíngue – português e inglês

Kline Editora

Organizadores: Babalowô Ivanir do Santos / Maria das Graças O. Nascimento / Juliana B. Cavalcanti / Vítor Almeida

 

Fonte: ASCOM

Rozangela Silva
Sócia Diretora
Bi & Ro Assessoria de Comunicação
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About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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