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‘Não adianta entrar no mar sem pedir licença a Oxum’, diz Brown sobre festa de Iemanjá

Cantor, que estreia Enxaguada na festa de Iemanjá, explica porque oferenda a Oxum no Dique do Tororó na madrugada do 2 de Fevereiro

Da Redação com Perla Ribeiro (redacao@correio24horas.com.br)

01/02/2017 07:00:00Atualizado em 01/02/2017 07:38:28

 

Carlinhos Brown é presença garantida em todas as festas da Rainha do Mar no dia 2 de fevereiro. O que nem todo mundo sabe é que o cantor e compositor começa as homenagens a Iemanjá dias antes e ainda fora do Rio Vermelho. Para a celebração de 2017, ele conta que já iniciou os preparativos. “Você não pode começar no dia, tem que começar sete dias antes. É algo que eu faço de forma muito restrita, contida”, detalhou Brown durante o evento de lançamento das ações da Brasil Kirin, na tarde de terça-feira (31).

Por trás dessa antecipação há um ritual que antecede as homenagens do Rio Vermelho. “Fui escolhido por sete anos para dar o primeiro presente, já fui suspenso, mas continuo com o presente de Oxum, no Dique do Tororó, lindo e importantíssimo e que eu sinto que os baianos nem comparecem, não apreciam tanto e é um dos momentos mais bonitos”, conta Brown.

Enxaguada desce para Itapuã
Segundo o artista, Iemanjá pode está abrindo os caminhos para outras edições da Enxaguada. Depois de completar 10 anos neste ano da Enxaguada no dia da festa do Senhor do Bonfim no Museu du Ritmo, Carlinhos Brown decidiu nomear a festa que vai acontecer na Vila Caramuru (antigo Mercado do Peixe) como Enxaguada de Yemanjá.

Ao CORREIO ele falou que o evento pode também se repetir com a Enxaguada de Itapuã (em referência a Lavagem do bairro) e em outras festas populares. “Faz dez anos que nós criamos o Museu du Ritmo e foi exatamente num dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá”, lembra. “Quando chega agora nós somos convidados pelos organizadores da praça para fazer uma festa, então eu sugeri a eles fazer a Enxaguada, que já tem um nome forte, em verdade eu nunca tinha pensado nisso, Iemanjá deu essa clareza”, completou Brown. Segundo o artista, movimentos como o do Enxaguada são importantes para a manutenção das festas populares. Brown conversou com o CORREIO durante uma feijoada de lançamento da campanha “Schin Aê”, da Brasil Kirin. O artista é o embaixador da marca.

 

Extraído do site do Jornal Correio 24hs / Salvador – BA
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/salvador/noticia/nao-adianta-entrar-no-mar-sem-pedir-licenca-a-oxum-tem-que-ir-no-dique-diz-brown-sobre-festa-de-iemanja/?cHash=83e1333ee9192481aac73c15fa55fc6e

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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