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Não é só Bolsonaro que quer ressuscitar o Prona. Outros pedidos tramitam no TSE

Deputado escolheu o PEN para se candidatar na eleição de 2018, mas quer mudar nome da sigla para Patriotas ou Prona. Este último já é disputado por outros partidos em formação

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

 

Fernanda Trisotto / 

O anúncio da troca de partido de Jair Bolsonaro – que vai deixar o PSC e se filiar ao PEN – movimentou um pouco mais a já concorrida agenda eleitoral para 2018. Bolsonaro não nega a ninguém que está de olho na presidência da República. Mas sua nova casa, o Partido Ecológico Nacional, não gera uma identificação imediata. Por isso, a mudança de nome é dada como certa. A dúvida é no que apostar: Patriotas ou Prona (Partido da Reedificação da Ordem Nacional), em homenagem ao partido de Enéas Carneiro, fundador da legenda.

 

 

A troca de nome é uma mera formalidade. O “problema” é a concorrência pelo Prona. Na lista de partidos em formação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já são dois os pedidos de criação de nova legenda com esse nome – só há uma pequena diferença. Enquanto um dos pedidos mantém o “reedificação” no nome, o outro troca por “reestruturação”. O Patriotas também está tentando sair do papel – e usaria a sigla Patri. Bolsonaro terá de conversar com os outros postulantes a Patriotas e Prona, e tirar no palitinho quem leva o nome.

Os dois pedidos de recriação do Prona estão entre os 61 partidos em formação listados pelo TSE. E há partido para todo gosto: cristão, conservador, pirata e até do Corinthians. Nessa etapa do processo, os partidos já têm fundadores, estatuto e registro em cartório.

Falta a parte mais complexa: conseguir assinaturas de eleitores, correspondente a pelo menos 0,5% dos votos dados na última eleição geral da Câmara dos Deputados. Depois disso, o partido ainda precisa cumprir mais algumas etapas para finalmente receber o número de registro.

Conheça alguns dos 61 partidos que tentam sair do papel no Brasil:

Cristãos

 

São sete partidos com “Cristão” no nome, de liberais a ecológicos: Partido Democrata Cristão (PDC), Partido Republicano Cristão (PRC), União da Democracia Cristã do Brasil (UDC do B), Partido Liberal Cristão (PLC), Partido Republicano Cristão Brasileiro (PRCB), Partido Progressista Cristão (PPC) e Partido Ecológico Cristão (PEC).

Trabalhador e servidores

Servidores públicos e privados num mesmo partido? Pois há essa proposta. Assim como alternativas ao tradicional Partido dos Trabalhadores – amado e odiado na mesma medida. Nessa categoria estão outros sete partidos: Partido Nacional Trabalhista Brasileiro (PTNB), Partido Democrático dos Servidores Públicos (PDSP), Partido dos Servidores Públicos e dos Trabalhadores da Iniciativa Privada do Brasil (PSPB), Partido Alternativo do Trabalhador (PAT), Partido do Servidor Público e Privado (PSPP), Partido Geral dos Trabalhadores do Brasil (PGT do B) e Partido Social Trabalhista (PST).

Causas

Também há partidos em formação para múltiplas causas: indígena, animal, reforma agrária e afro-brasileiros. Entre os que estão no páreo para existir já há um Partido Nacional Indígena (PNI), Partido Pirata do Brasil (PIRATAS), Partido Político Animais (ANIMAIS), Partido da Reforma Urbana e Agrária do Brasil (Pruab) e o Partido Popular de Liberdade de Expressão Afro-Brasileira (PPLE).

Democráticos

Democracia no nome também está em alta – são pelo menos oito siglas com a palavra. E vale de tudo: Partido Consciência Democrática (PCD), Partido Reformista Democrático (PRD) até Partido de Organização Democrática dos Estudantes (PODE).

Mudança e passado

Pelo menos quatro partidos invocam a mudança em seu nome: Partido Muda Brasil (MB), Nova Ordem Social (NOS), Força Brasil (FB) e Renovar (RNV). Por outro lado, há quem queira recriar (pelo menos na sigla) a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e a União para a Defesa Nacional (UDN).

Esporte e populacho

Se o esporte atrai voto não dá para garantir, mas duas legendas usam a temática: o Partido Nacional Corinthiano (PNC) e o Partido do Esporte (PE). De olho na população estão o Movimento Cidadão Comum (MCC), o Unidade Popular (UP) e o Partido da Mobilização Popular (PMP).

Nicho

Apostar em um público também é artifício usado pelos partidos. É o caso do Partido Conservador (PACO), do Partido Militar Brasileiro (PMBR) e do Partido do Pequeno e Micro Empresário Brasileiro (INOVABRASIL).

 

Extraído do site do Jornal Gazeta do Povo / Curitiba – PR
http://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/nao-e-so-bolsonaro-que-quer-ressuscitar-o-prona-outros-pedidos-tramitam-no-tse-6njxz4esewf1jdxltnldnhxv8

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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