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“Não foi radical”, diz jogador sobre proibição de cultos no Santos

20 de julho de 2017

 

“Não foi radical”, diz jogador sobre proibição de cultos no Santos

A proibição de visitas para cultos religiosos no Santos, decidida pelo técnico Levir Culpi, pode até ter causado polêmica nos jornais do país, mas para o time, não foi encarada como radical.

Em entrevista ao Bem, Amigos!, o zagueiro David Braz afirmou que os jogadores entenderam os motivos pelos quais o técnico optou pela decisão de manter práticas religiosas no time, mas sem presença de pessoas externas.

“A ponderação dele não foi radical como todos estão achando. Nós temos as nossas reuniões lá. Na nossa equipe, 90% dos jogadores têm uma religião, que é a evangélica. Nós temos um momento que paramos para ler a bíblia, ter o nosso momento e escutar o louvor. Música gospel, né?”, disse o zagueiro.

Ao contrário do que foi entendido por parte das pessoas, o técnico não desejava cercear a prática religiosa no local. “Ele falou das visitas, pessoas que não fazem parte do Santos. No caso o pastor, ou o padre de outra religião”, afirmou.

“Foi isso que ele nos pediu e muita gente achou que ele tava tirando o culto. Conversamos com ele e fizemos um convite, já que não são só os evangélicos que participam. Todos acreditam em Deus, né? Então, é uma reunião que achamos importante e tem dado certo no Santos”, esclareceu David.

Levir Culpi também fez questão de esclarecer sua fala, dada em entrevista à Folha de S.Paulo, que repercutiu na última semana. O técnico também garantiu que defende a liberdade religiosa.

“O que eu penso é que eu não quero culto religioso, por exemplo, eu não quero que o padre vá rezar uma missa dentro do Santos, do CT. Nem que vá uma freira, nem que vá um pastor, um caboclo ‘mexerica’, não é isso”, explicou Culpi.

“Você vai abrir, cada um tem uma crença, você deve respeitar todas, então você não consegue contentar todo mundo. Quando você sai do portão do Santos para fora, pode frequentar qualquer culto religioso, todos devem ser respeitados”, concluiu.

Fonte: Gospel Prime

Extraído do site de notícias Boa Informação
https://boainformacao.com.br/2017/07/nao-foi-radical-diz-jogador-sobre-proibicao-de-cultos-no-santos/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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