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O entorno de Brasília registra mais um ataque de intolerância religiosa

quarta-feira, 9 / março / 2016 by Ascom

 

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A Fundação Cultural Palmares nesta quarta-feira (09), recebeu denúncia de mais um ato de intolerância religiosa praticado contra o Centro Espírita Afro-Brasileiro Ilé Axé Iemanjá Ogum Té, de Mãe Noêmia Ferreira, localizado em Valparaíso, Goiás. Segundo a Procuradoria Federal, que atua junto à Fundação Cultural Palmares e representantes do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira que estiveram presentes no local, o terreiro foi invadido e completamente depredado.

A Yalorixá Noêmia relatou que a ação ocorreu na madrugada do dia 08 (terça-feira) deste mês em sua ausência. Árvores sagradas e a flora mantida foram destruídas, bem como os altares, as Casas dos Santos onde os objetos sagrados estavam dispostos. Os autores do delito ainda não foram identificados.

Acompanhados pela Fundação Cultural Palmares, os denunciantes registraram o boletim de ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia de Valparaíso/GO. Onde foram prontamente recebidos pelo delegado-chefe e sua equipe. O Ministério Público do Estado de Goiás foi notificado, na pessoa do promotor de justiça do Estado de Goiás, Dr. Daniel Fonseca, que já está dando assistência e apoio ao caso. A perícia foi realizada nesta tarde.

Desde agosto de 2015, casas, barracões e terreiros de matriz africana vêm sendo sistematicamente atacados no Entorno de Brasília, no Estado de Goiás. Em especial nas cidades de Valparaíso, Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas. De acordo com a Yalorixá e zeladora de Santo Mãe Bahiana, repetem-se pela sétima vez nos últimos oito meses ataques como esse que se caracterizam como crime de intolerância religiosa.

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Extraído do site da Fundação Palmares / Brasília – DF
http://www.palmares.gov.br/?p=40896

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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