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O RESPEITO AOS NOSSOS ZELADORES

 

OdobitorogimanEste assunto não se descreve facilmente. As relações interpessoais entre filhos e zeladores precisam ser cada vez mais tratadas pontualmente, evitando momentos que se transformam em situações que geram desrespeito físico, oral e gesticular contra o sacerdote, ancião, pai e mãe.

O assunto abordado pede uma reflexão, vivemos pedindo respeito pelo nosso culto/religião, mas será que estamos respeitando-os com devido peso, com a mesma reciprocidade?

Antigamente, um zelador de santo era amado e respeitado acima de qualquer coisa por seus filhos. Entretanto, hoje em dia vivenciamos gestos de arrogância tomando conta da maioria dos iniciados, colocando a hierarquia de lado, desrespeitando todos os ensinamentos transmitidos pelos nossos antepassados.

A busca insana, pelos iniciados, de conhecimento e de se intitularem “zeladores”, faz com que o amor e o respeito sejam renegados à segundo plano. Essas atitudes quando acontecem, ferem os princípios de ética e moral que sempre existiram dentro das casas de santo.

 

Por conta dessas atitudes, em certos momentos, os zeladores se veem obrigados a aceitarem algumas coisas, para que possam dar seguimento às suas casas, fazendo com que os ensinamentos e a nossa doutrina não se percam com o tempo.

Os ensinamentos passados pelo zelador, na busca de ensinar aos seus filhos, os usos e  costumes da nossa religião, tropeçam nas circunstâncias existenciais de cada um. Sendo que alguns, com o decorrer do tempo, demonstram não possuir o mínimo preparo para exercerem tal função; se levam pela soberba e assim destroem nossa fé cada dia mais.

 

Sabemos que os tempos são outros, e que muitos zeladores vem aos poucos mudando suas formas de ver e de fazer as coisas, mas existem coisas que não mudam, tal como o respeito aos mais velhos.

 

Os filhos esquecem de amar seu zelador, e antes de tudo, amar a seu próprio Orixá, já que foi este Orixá quem escolheu a mão que vai alimentá-lo.
A visão real, não passa simplesmente por somente jogar búzios ou sacrificar animais, para atender as necessidades pessoais. É necessário lembrar que o zelador também é uma pessoa, um ser humano, que muitas das vezes abre mão da sua vida pessoal, abdica dos seus fins de semana, se privam do convívio familiar, para dar o socorro a quem peça ou bata a sua porta.

 

Mas, se por um motivo ou outro, um zelador, chama a atenção de um filho, esvai-se nesse momento todo o amor que ele professava para ele, e até mesmo as juras que o próprio Orixá fez em relação a seu zelador.

 

Por fim, quem perde, somos nós mesmos, pois que, muitos zeladores mais antigos, estão preferindo se afastarem dos cultos, se preocupando apenas em cuidar de seu Orixá e suas casas terminam por fecharem as portas.

 

Então que esse texto sirva para que possamos aprender a amar nossos zeladores, pois eles foram escolhidos por nossos Orixás e que a sabedoria verdadeira, somente é passada para aqueles que amam suas casas, seus santos e seus zeladores.

 

Axé!!!

 

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Sou Odobitorogiman, Nação de Angola, Raiz de Berú, filha de Tata Tambalajô, neta de Tata Untalangê, bisneta de Tata Rufino de Berú, tataraneta de Tata Miguel Arcanjo.

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