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O Vasco à espera de um milagre

 
Paulo Fernandes/Vasco.com.br DESTAQUE
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  Livia Muniz | @liviamunx | Rio de Janeiro  05/09/2015 17:35:44 Clube carioca tem uma religiosidade forte e já apela para suas crenças a fim de se salvar do rebaixamento Em um país em que o sincretismo religioso é tão marcante, o Vasco pode ser a síntese do sincretismo no futebol. Com uma forte base católica devido às origens portuguesas, o clube que carrega a Cruz de Malta no peito tem um estádio com nome de santo: São Januário. Uma capela de Nossa Senhora das Vitórias também foi construída dentro das dependências do clube, a poucos metros do campo onde o time manda a maior parte dos seus jogos. A religiosidade do Vasco não para por aí. A figura de Pai Santana segue na memória de vários torcedores e jogadores que passaram pelo clube. Eduardo Santana foi massagista do time vascaíno nas décadas de 70, 80 e 90. Pai de Santo, Santana também era conhecido por realizar trabalhos espirituais a favor do Vasco. Muitos acreditam que a má fase do clube pode estar relacionada à ausência de sua proteção, já que Pai Santana deixou o clube em 2006, após sofrer um AVC, e faleceu em 2011 aos 71 anos, antes de ser incluído na lista oficial de ídolos do Cruzmaltino. O Vasco ainda vai além. Não é incomum o clube receber pastores evangélicos em duas dependências para a realização de cultos, principalmente a pedidos de muitos jogadores e treinadores, que seguem a doutrina protestante, ainda que o catolicismo seja a religião 'oficial' do Clube de Regatas Vasco da Gama, e a imagem de Nossa Senhora de Aparecida esteja presente na mesa da sala de imprensas em todas as coletivas. Por isso a religiosidade é tão importante para o clube carioca. Por isso a palavra "religião" se faz presente em vários cânticos de torcedores, sempre cantada com força nos estádios onde o Vasco atua. Também por isso que muitos vascaínos estão apostando tudo em suas crenças em momento tão difícil do clube. Bem, como diz a canção de Gilberto Gil, "a fé não costuma falhar". Mas afinal, só um milagre pode salvar o time de Jorginho do rebaixamento?
Capela de Nossa Senhora das Vitórias (Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
Capela de Nossa Senhora das Vitórias (Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
Padre Eric Araújo, Paróquia Nossa Sra. da Conceição Minha resposta é sim, mas não de uma forma óbvia, como as pessoas pensam, rezou e Deus vai ajudar a fazer um gol e tirar o Vasco da crise. Penso que essa crise do Vasco está inserida em uma crise do futebol carioca, do futebol brasileiro, do Brasil. E o Brasil está em crise em vários níveis. Por isso a gente pode pensar que a oração ajuda, é claro, porque com fé a gente se dedica mais, a gente tem esperança, a gente encontra mais força em Deus. E Ele ajuda a gente a fazer o melhor que a gente pode fazer.  Pai Celso de Oxóssi, Centro Abassá de Oxóssi  Isso pode acontecer. O time de futebol está muito relacionado aos torcedores, que estão evocando energia positiva, e isso pode fazer acontece. A energia positiva de todos, um pensamento só. O trabalho consiste nisso, colocar essa energia nos jogadores. Isso existe. A energia de fazer eles ganharem torna isso possível.  Pastor Bruno Lima, Igreja de Cristo  A Bíblia fala que devemos levar as nossas súplicas a Deus. Agora que Deus vai interferir nessa questão, aí eu já acho muito louco. Penso que você pode até exercer a sua fé, a sua crença, mas existe uma diferença entre você orar por algo e você torcer por algo. Ali você tem 11 jogadores que estão dando o seu máximo e tudo, então eu penso mais no preparo mesmo. Lógico que no fator individual de cada jogador, colocar a sua fé e pedir ao seu Deus para que ele consiga dar o seu melhor, aí sim eu creio que Deus pode fazer aquela pessoa desenvolver um pouco mais do próprio talento que Deus deu a ele. Mas influenciar no resultado final, isso não. 
"A fé não costuma falhar" (Vasco.com.br)
"A fé não costuma falhar" (Vasco.com.br)
  Extraído do site Goal Brasil / http://www.goal.com/br/news/619/especiais/2015/09/05/15073212/o-vasco-%C3%A0-espera-de-um-milagre

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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