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O vestido de Beyoncé tem um detalhe incrível e ninguém reparou

Inspirada em Oxum, filha de Iemanjá, a peça ainda guardou uma linda surpresa.

Por Lucas Castilho

access_time13 fev 2017, 17h33 – Atualizado em 13 fev 2017, 17h35

(Getty Images)

Como bem disse Adele, “Lemonade”, o álbum visual de Beyoncé, é monumental. E para um CD tão especial, nada melhor do que uma performance de tirar o fôlego. E, ao som de “Love Drought” e “Sandcastles”, a estrela brilhou (ainda mais).

Leia Mais: Grammy 2017: leia o discurso inspirador de Beyoncé na íntegra

Obviamente, para uma apresentação tão incrível e cheia de significado, Queen B. precisava do look certo. A artista recrutou, então, o estilista Peter Dundas, parceiro dela de longa e a mente por trás do icônico vestido amarelo usado por ela no clipe de “Hold Up”.

A clara referência da produção – uma obra de arte – era a inspiração em Oxum, filha de Iemanjá e Oxalá. Cultuado no Candomblé e na Umbanda, segundo a mitologia iorubá, é um orixá feminino que reina sobre a água doce dos rios e cachoeiras. Representa riqueza, amor e beleza.

Além disso, o designer também bebeu na fonte das criações simbolistas do pintor austríaco Gustav Klimt e nos motivos art déco do francês Erté. “Eu gosto de criar histórias em uma peça de roupa”, disse ele em entrevista à Vogue norte-americana.

Outro grande detalhe da peça é o “retrato de família” presente nela. No centro da barriga está um medalhão bordado com a imagem estilizada de Beyoncé. Prestando bastante atenção, é possível ver também nos quadris a imagem de dois querubins (os gêmeos?) vestidos com uma planta trepadeira (ivy, em inglês).

Isso é arte e sincretismo religioso no palco da principal premiação musical do mundo.

 

Extraído do blog M de Mulher, da Editora Abril / São Paulo – SP
http://mdemulher.abril.com.br/moda/beyonce-grammy-vestido/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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