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Objetos de candomblé podem ser trocados para combater Aedes

Da Redação | Qua, 24/02/2016 às 18:49

 

Manu Dias | GovBa Makota sugere por exemplo que os agdás sejam substituidos por folhas
Manu Dias | GovBa
Makota sugere por exemplo que os agdás sejam substituídos por folhas

 

Makota Valdina sugeriu durante encontro com o governador Rui Costa, nesta quarta-feira, 24, que alguns utensílios utilizados nos ritos sagrados das religiões de matriz africanas poderiam ser substituídos, para evitar que se transformem em criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya. Segundo ela, os agdás, pratos fundos feitos de barro, por exemplo, “poderiam ser utilizados por folhas, como era feito antigamente por nossos ancestrais”.

Ela também defende que haja a capacitação de pessoas de dentro dos terreiros para que exerçam a função dos agentes de saúde. “Nós somos negros, temos características próprias, somos diversos. Não viemos somente de um lugar, mas de várias culturas, então temos normas, tradições diferenciadas. Temos lugares sagrados em nossos templos que não podem ser acessados por todo mundo, e nossos membros, quando capacitados, poderão fazer este trabalho nestes lugares. Eu acho que a gente pode, por meio da Sepromi [Secretaria de Promoção da Igualdade], trabalhar por bairro, por região, colaborando com essa campanha”, disse Valdina.

Na ocasião, Rui ressaltou a importância do envolvimento de cada cidadão na mobilização e no combate ao mosquito. “Cada entidade tem boletins, páginas nas redes sociais, carros de som, e eu acho que nós temos que nos engajar nisso. Se nós queremos preservar a vida e a saúde dos nossos fiéis, trabalhadores, moradores, temos que participar desse mutirão”.

 

 

Extraído do site do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1749549-objetos-de-candomble-podem-ser-trocados-para-combater-aedes

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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