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OdéKarè

Pescador de água de doce, príncipe encantado do reino de Ketú. OdéKarè é conhecido Òsóòsí que largou a caça para viver à beira dos rios pescando. Seus lugares prediletos são o fundo do rio, as grutas existentes no fundo do oceano onde se escondem os mais diversos cardumes de peixes. Protetor dos animais de grande porte.

OdéKarè é filho de Iyemonjá. Iyemonjá passeava pelas matas quando avistou de longe Ologún-Edé, ficou por horas parada admirando a beleza do pequeno príncipe. Iyemonjá foi até ÒrúnMilá e disse que queria ter um filho tão belo quanto Ologún. O sábio lhe disse que Ologún se tratava de uma criança mágica e encantada, pois era fruto do amor de seus pais. Ainda assim Iyemonjá insistiu que queria um filho igual aOlogún. O sábio então mandou que ela passasse pelo ventre um obi e jogasse nas águas, assim Iyemonjá fez, foi até o mais belo e límpido rio, passou o obi pelo ventre, mas na hora de jogá-lo nas águas Iyemonjá errou atirando o obi em uma pedra que o partiu ao meio, caindo metade do obi na água e a outra metade no mato. Passando-se 09 meses Iyemonjá deu a luz a um casal de gêmeos, que ela batizou de Odé e ÒsúnKarè, ambos eram tão lindos e encantados quanto Ologún. Cresceram duas crianças travessas, Odé se vestia de Òsún e Òsún se vestia de Odé. Na época de caça na aldeia, ÒsúnKarè vestia-se como Odé e ia para o mato caçar junto com os homens da aldeia.

A maior tristeza de Odé e ÒsúnKarè é a seca dos rios. Não se faz um filho de OdéKarè sem ÒsúnKarè e vice-versa, isso não significa que o junto de OdéKarè deva ser ÒsúnKarè e nem o de Òsún deve ser OdéKarè.

Senhor responsável pelas aves terrestres e aquáticas. Carrega consigo um Ofá de ouro e uma vara para pesca. É muito confundido com Ologún, pois ambos carregam basicamente as mesmas características, devendo cada zelador ter o cuidado de identificar quando o filho é de OdéKarè ou Ologún-Edé. No Brasil seu culto fundiu-se com o ÒrísàOdé, porém, na África antiga era tratado como um Òrísá de culto próprio e com suas particularidades. OdéKarè caminha com Òsún, Iyemonjá e Ologún-Edé.

Seus filhos são inteligentes, discretos, ousados e portadores de beleza rara. São pessoas que raramente tem sorte no amor, vivem em constante paixão. São amigos, prezam sua liberdade, muitas vezes adquirem inimigos por falarem demais, são criativos e alegres. Não gostam de tumultos, preferindo manter-se em ambientes mais calmos, são extremamente ciumentos. Só fazem as coisas quando querem, de forma alguma podem receber elogios, a não ser que queira ver sua calda de pavão abrir-se em leque. São doces como Òsún, destemidos como Odé. Filhos da magia, filhos da força e de um encanto invejável.

Suas ervas: São Gonçalinho, espinho cheiroso, alecrim do campo, pitanga, Akokò, espinheira santa e saião. O seu igbá deve conter búzios, idés dourados, galhadas de veado, cornos, dentes de cavalo, èrúesín. Seu metal é o ouro, sua pedra turquesa.

Oferenda: Faça um asòsò e um omolokun. Em uma bacia de ágate coloque o Omolokun no meio e o asòsò em volta, enfeite tudo com fatias de côcô e frutas diversas. No meio da oferenda coloque um peixe vermelho. Jogue por cima bastante búzio e entregue na beira de um rio.

Por: Huntó Douglas D’ Odé

Blog: apejaomionjedidun.blogspot.com

Contato: huntodouglas-ofadourado@bol.com.br

 

About The Author

Sou Huntó Douglas D' Odé, nascido em 07 de maio de 1993, filho carnal de Ekedjí Cobrinha D' Bessen. Nascido para o mundo do Candomblé no dia 03 de fevereiro de 2007, sendo confirmado para o Òrísà Òsún. Fundador da produtora Q.A Produções & Representações, diretor responsável por tudo que é publicado no Espaço Cultural Apeja Omi Onjé Dìdún, produtor de vídeos, escritor afro, palestrante, colunista do Jornal Awùre, professor de danças afro e pesquisador dos cultos africanistas.

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