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OGUM PUNE OS CRIMINOSOS

1474646_317472091758481_8435788934800040194_nUma antiga história yorùbá versa que Ògún, acompanhado do seu irmão mais velho, depois de muitos anos conquistando terras pelo mundo, retornou ao vilarejo onde seu pai era o grande chefe.
Quando eles chegaram, o Pai de Ògún disse: “Agora que vocês retornaram, eu posso viajar para resolver questões que tenho pendente. Assim, vocês deverão tomar conta de tudo e punir qualquer pessoa que cometer um crime. Aqui, não pode haver crimes”.

Diante das palavras do Pai, Ògún questionou: “Meu Pai, sim faremos como o senhor deseja, mas qual será a punição que devemos aplicar aos criminosos”?
O Pai de Ògún disse: “Ògún Pa Ori Ota Mi” (Ogun corte a cabeça dos nossos inimigos, dos criminosos). Ògún entendeu e acatou as ordens do seu Pai.

Com o passar do tempo, Ògún observou que no vilarejo havia uma pessoa (Alunipa) que ele suspeitava que cometia crimes e lançava a culpa em outras pessoas, mas Ògún precisava de provas.

Ògún, então, escolheu uma grande ovelha que pastava na cidade, cortou sua cabeça e deixou o corpo no vilarejo. Ògún pegou a cabeça da ovelha e escondeu na casa do seu irmão, retornando aonde havia deixado o corpo da ovelha.

Quando chegou, viu uma grande multidão ao redor da ovelha dizendo: “Quem será que fez isso, quem pode fazer isso”? O dono da ovelha chegou anunciando que todos deveriam ir até a casa de Alunipa, pois ele saberia quem fez aquilo, pois ele sempre sabia quem cometia os crimes.
Alunipa disse que quem fez aquilo, havia sido o irmão mais velho de Ògún, então, todos foram até lá.

Quando chegaram, encontraram a cabeça da ovelha no lugar onde Ògún havia colocado. Alunipa pegou o irmão de Ògún pela cabeça e disse: “Ògún, corte agora a cabeça dele”.

Ògún perguntou se Alunipa tinha certeza daquilo. Alunipa respondeu que sim, que sempre via o irmão de Ògún cometendo crimes na cidade. E disse: “Vamos Ògún, faça o que tenha que ser feito”.

Ògún nesse momento pegou seu Alada e puniu Alunipa. Todos ficaram aterrorizados, pois ele havia punido a pessoa errada.

Mas Ògún contou a história, esclarecendo que seu irmão não havia feito nada. A partir daquele dia, todos os criminosos sempre serão julgados pelo Alada de Ògún.

A partir daquele dia, ficou acordado que, jamais ninguém, em hipótese alguma mentiria para Ògún.

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— comWaalter de Ogum e walter de ogum.

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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