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Olodum festeja 35 anos de história com bolo e livro

 

Um bolo de 5 metros, o lançamento de um livro e uma apresentação marcaram os 35 anos do Olodum
Um bolo de 5 metros, o lançamento de um livro e uma apresentação marcaram os 35 anos do Olodum
Fernando Vivas | Ag. A TARDE

O Grupo Cultural Olodum comemorou nesta sexta-feira, 25, 35 anos de existência. Para festejar a data, foi preparado um bolo de 5 metros de largura, distribuído em frente à sede, no Pelourinho.

À noite, o lançamento de um livro, com as letras cifradas de músicas da banda, e a apresentação da canção composta para a Copa do Mundo encerraram as celebrações.

Fundado em 1979 – como bloco afro e, sobretudo, opção de lazer aos moradores do Maciel, no Centro Histórico -,  realizou turnês em 37 países e participou de quatro Copas do Mundo. Além disso, fez apresentações com estrelas pop como Michael Jackson, Jimmy Cliff e Paul Simon.

Para o  presidente, João Jorge, representar a Bahia e, principalmente, lutar pelos valores de uma comunidade sempre foram os ideais do grupo.

“O Olodum se tornou um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira por todo o mundo, promovendo um trabalho social voltado para as camadas mais necessitadas da capital baiana, além de estimular o comprometimento cultural do povo baiano e de milhares de pessoas em diversos países”, destacou Jorge.

A carioca Antônia de Carvalho, 58 anos, disse que o som dos tambores da banda são  inconfundíveis: “Estava passeando pelo Pelourinho quando ouvi um batuque.  Comentei com minha filha que só podia ser a banda Olodum. Quando venho à Bahia, sempre vou à Terça da Bênção. Conheço o som de longe”.

Cidadania

Nesses 35 anos de existência, o grupo criou a Escola Olodum, que tem como missão o desenvolvimento da cidadania e a preservação da cultura negra. Para isto, oferece um saber afro-brasileiro e novas formas de conhecimentos adicionais àqueles adquiridos no sistema formal de ensino, segundo Jorge.

“Além disso, criamos também o Bando de Teatro Olodum, que é focado nas questões do negro brasileiro em seus diversos aspectos. O bando desenvolve uma linguagem própria em um formato de Teatro Experimental Negro”, afirma.

Para Josefa Gomes, 85 anos, aposentada e moradora do Pelourinho, o “Olodum estimula a autoestima e o orgulho dos afro-brasileiros, defendendo e lutando para assegurar os direitos civis e humanos dos  marginalizados, na Bahia e no Brasil”, disse Josefa.

Jair Mendonça Jr. Sáb , 26/04/2014 às 08:27

Extraído do Portal A Tarde

http://atarde.uol.com.br/cultura/musica/noticias/olodum-festeja-35-anos-de-historia-com-bolo-e-livro-1586968

 

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