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Omindarewá e as mães do Candomblé

Por: Pai Paulo de Oxalá em 28/01/16 05:02

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Semana passada perdemos Mãe Gisele Omindarewá. Marroquina de cidadania francesa, Mãe Gisele se apaixonou pela cultura afro em 1959 quando conheceu o célebre Babalorixá João da Goméia, da nação Angola. A partir daí, a paixão pelo Candomblé se fortaleceu e Mãe Gisele tornou-se uma caprichosa pesquisadora da religião dos Orixás. Viajou para África em busca de mais informações, e em 1968 conheceu o africano Nestor Adissa Ogulola que a levou a lugares de culto como Pobé, Seketé e Kétu. Voltou ao Rio de Janeiro em 1972 como Conselheira Pedagógica do Serviço Cultural Francês e teve a triste notícia do falecimento do Sr. João da Goméia. Foi então apresentada pelo amigo Pierre Verger ao Babalorixá Obarayi de Xangô que refez suas obrigações na nação Kétu. Escritora e antropóloga franco-brasileira, Mãe Gisele deixa um legado de vanguarda, pois entrou para o Candomblé em uma época de muita repressão. Seu Terreiro localizado em Santa Cruz da Serra, no Rio de Janeiro, era muito frequentado pelo povo de santo.

São Ìyá’s (mães) como Omindarewá que engrandecem a religião dos Orixás. Exemplos como Mãe Stella de Oxossi, Mãe Beata de Yemanjá, Mãe Meninazinha de Oxum e tantos outros Babalorixás e Yalorixás que realizam relevantes trabalhos sociais que engrandecem o Candomblé. São esses baluartes que além da orientação espiritual transformam vidas através dos seus feitos.

Muito triste a perda de Mãe Omindarewá, mas sabemos que outras Mães e todos nós podemos nos mirar nesses exemplos de vitória!

“Tènìà oun wiwo kelulé wo ìwà!” (O ser humano é eternizado por suas qualidades!)

Axé!

 

Extraído da Coluna Religião e Fé de Pai Paulo de Oxalá do Jornal Extra on line / Rio de Janeiro-RJ
http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/pai-paulo-de-oxala/omindarewa-as-maes-do-candomble-18557448.html

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/pai-paulo-de-oxala/omindarewa-as-maes-do-candomble-18557448.html#ixzz3ydjEbed4

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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