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ONU aprova norma contra a intolerância religiosa

Com a sua opção por um meio termo, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por consenso uma norma em que se apela aos governos mundiais que combatam todos os sinais de intolerância religiosa. A ONU descartou o texto proposto pelo bloco muçulmano, que preferia uma condenação da “difamação religiosa”. De acordo com seus críticos no Ocidente, essa terminologia justificaria a “lei da blasfêmia”, que permite condenar à morte no Islã aqueles que insultam o Alcorão ou Maomé.

A reportagem é de Francisco de Andrés, publicada no sítio ABC, 21-12-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A resolução foi aprovada por consenso das 193 nações da Assembleia, sem necessidade de votação. O texto declara que qualquer discriminação “por razões de religião ou crença constitui uma violação dos direitos humanos”. Também expressa a sua preocupação contra o ódio religioso e o fracasso de alguns Estados na luta contra essa “tendência crescente”.

Com esse passo, a ONU se distancia de alguns textos aprovados no passado pelos órgãos das Nações Unidas com sede em Genebra, em que pesa muito a Organização da Conferência Islâmica (OIC), presidida pelo Paquistão. Nesse país, vige a “lei da blasfêmia”, protetora apenas da religião muçulmana, e no qual uma cristã – Asia Bibi – vive a um ano no corredor da morte por supostos insultos contra Maomé.

Segundo os especialistas, a resolução da ONU, impulsionada pela EuropaEUA América Latina, convoca, ao contrário, os Estados a impor penas mais duras contra os abusos públicos contra a religião. Na Espanha, o recente escândalo levantado pelo calendário erótico da atriz Paz Vega na ermita do povoado de Gerena, na Sevilha, não gerou, até agora, nenhuma ação por parte da justiça civil.

Transcrito do blog Rede Afrobrasileira Sociocultural (http://redeafrobrasileira.com.br/group/solidariedade/forum/topic/show?id=2526150%3ATopic%3A199662&xgs=1&xg_source=msg_share_topic)

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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