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Opinião: E aS famíliaS???

Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2015, 10h:21 | Atualizado: PABLO RODRIGO
Pablo Rodrigo
Pablo Rodrigo
Com a aprovação do Projeto de Lei nº 6.583/13, que cria o Estatuto da Família, pela Comissão Especial, e que deverá ser votada pelo Congresso Nacional mais conservador dos últimos anos, metade das famílias brasileiras ficaram de fora do Estatuto. Tudo por conta da vontade de se impor um fundamentalismo religioso, deflagrada pela bancada religiosa de políticos, que mais faz um desfavor ao Brasil, do que contribuem com o povo brasileiro. Ao não incluírem a letra “S” no Estatuto da Família, deixaram de aprovar o Estatuto daS FamíliaS, o que é a realidade do mundo, já que existem outras composições de família que têm de ser respeitadas. Atualmente não existe um único tipo de família, como quer os defensores do Estatuto que trata unicamente da família tradicional. Os arranjos familiares, seja da família tradicional, de pai, mãe e filhos; das famílias recompostas, de pessoas que já se separaram e casaram várias vezes; famílias adotivas e as famílias homoafetivas, deveriam ser incluso ao Estatuto aprovado. Talvez os defensores do PL nº 6.583/13, deveriam se inspirar na Lei Maria da Penha, que trata a família como “comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, afinidades ou por vontade expressa.”. A aprovação do Estatuto da Família com o conceito de núcleo familiar (Homem, Mulher e filhos), prevê impedimentos futuros quanto o casamento entre homoafetivos, assim como os direitos e deveres de núcleos familiares compostos por "mãe solteira", "pai solteiro", "criados por vó", assim como adoção de crianças por pais homoafetivos. A cruzada contra os direitos das minorias só fortalece a intolerância religiosa, racial, social e a homofobia no Brasil. É só lembrar sobre a polêmica do debate de Gênero nos Planos Municipais de educação. A mobilização dos religiosos para tirar a palavra gênero, não é mesma para discutir o Piso Salarial dos professores ou a Reforma universitária, por exemplo. A palavra Gay, se tornou obsessão para os religiosos. Qualquer tema que envolver a homoafetividade, a cruzada dos religiosos será implacável. Talvez a bancada religiosa brasileira, deveria ouvir mais as opiniões do ex-presidente do Uruguai, “Pepe” Mujica, sobre o tema. Mujica lembra que o casamento gay é mais velho que o mundo e que homossexuais existem desde o começo do mundo e não legalizar, é torturar pessoas desnecessariamente. Até quando o Congresso irá torturar as minorias? PABLO RODRIGO, Editor de Política   Extraído do portal de notícias Folha Max / Cuiabá – MT http://www.folhamax.com.br/opiniao/e-as-familias/60777  

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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