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ÒRÌSÁ – DEUSES OU ESPIRITOS DIVINIZADOS?

“…Após sua morte um homem pode tornar-se um Òrìsá para seus filhos, que passam a cultuar sua memória.O fundador de cada família, por exemplo, sempre se transforma num objeto de culto para seus descendentes. Alguns homens por seu valor pessoal, tornam-se Òrìsá cultuados por toda Nação. De heróis locais, passam para heróis nacionais…”

Profº Michael Adémola Adesoji

 

1545829_10201337729548480_210259489_nPor sermos praticantes do culto ao Òrìsá, muitas vezes distorcemos seu real conceito, é lamentável ver irmãos e irmãs pecando neste conhecimento, pois deveria ser bem esclarecido aos adeptos.

Partindo do principio de que Olorun criou todos os Imolés e daí estruturou-se o Orun e desta forma desenvolveu-se dois grandes grupos sendo eles os “IGBAMÓLÈ” e os “IRUN-IMÓLÈ”.

“IGBAMÓLÈ” são seres espirituais superiores que guiam todos os feitos por Olorun (Deus), ou seja, não são dados como òrìsá para ninguém e tampouco chegam ao Àiyè (mundo), sendo apenas energia incondicional dos cosmos.

“IRUN-IMÓLÈ”. São os 400 Òrìsá criados por Olúdùmarè, que vieram ao mundo, guiados por Ògùn (A guerra), sendo também considerados “Seres Superiores” e que vivem no Àiyé (mundo) junto com os homens sem causar a extinção dos mesmos.

Todavia, os Òrìsá nada mais são do que espíritos divinizados de seres humanos que encarnaram e viveram no Àiyé (mundo) e por terem realizado prodígios e bem feitorias em sua aldeia/grupo em que viviam, foram divinizados e interligados através de rituais a algum “imalé”.

A associação de alguns Òrìsá com algum elemento da Natureza não se resume ao fato de que o crente venere essa energia e sim a memória deles enquanto homens que viveram no Àiyé (mundo) em tempos remotos.

Então Òrìsá não é uma força da natureza? Sim Òrìsá também é força da natureza, mas não podemos nos prender nesta ideia, pois quando o mundo já era mundo, já existia água, vento, fogo, terra, etc., ou seja, já existiam os elementos naturais quando os Òrìsá desceram ao Àiyé (mundo) ou foram divinizados pelos seus entes que os interligaram aos “Ìmalé”.

Assim, podemos discernir que Deuses ou não, Espíritos Divinizados ou não, a verdade é uma só, a FÉ sempre deverá prevalecer independente da forma de crer nos Òrìsá,

Um bom Asé!

Pai Adriano T’ Ògún Adjolà

Pai Adriano T' Ogun Adjolá
Sou Pai Adriano T’ Ogun Adjolá, Cultuador da Nação Nagô-Afrosul pela vertente de Cabinda, em Porto Alegre/Rio Grande do Sul,cultuador de Orìsà a 10 anos e feito pela Yalorisà Tais de Xapanã Jobiteìú.
Telefone de Contato: (51) 9339-3868 – (51) 8574-4305

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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