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Orisá Èsù

O princípio – em todo momento da nossa vida que cultuamos orixá, a terra é um do elemento mais importante se não o mais importante a ser reverenciada e em consequência disso a pedra, o fruto da condensação da terra, Olodumare após um tempo imemorial de inércia resolve criar o mundo, com isso sua primeira criação é a pedra primordial que recebeu por ele o nome ÈsùYangi e em Ilê Ifé cultuado ate os dias de hoje cultuado ate os dias como Oba Sin. Todo orixá tem que ser obrigatoriamente assentado em uma pedra recolhida em um lugar próprio ou em algum que dela tenha vindo como: ferro em que se assenta o orixá Osun, tipo de ferro que na transformação da pedra transformada em ferro por intermédio do fogo. Esse tipo de minério pode ser usado para Otá, como eu costumo usar em meus feitos para esse orixá; mais já mais usaria um ferro comprado uma pedra de fogo que se acha na rua em meus assentamentos. Como já disse anteriormente a terra é um elemento sagrado e esse ferro vem junto com ela antes de fundi-los para forma outra ferramenta, podendo dizer que Ogun é assentado em pedra, portanto fica claro que Èsù foi criado da matéria primordial e divina da qual posteriormente foi criado todos os orixás. Esse é um conhecimento de grande importância para o culto. Assim ÈsùYangi que é o primeiro ser criado da existência e passa a ser o símbolo primordial dos elementos criado. Atento para que não se trata de diabo e nem de exu que é tratado em tridente, coisa de muito pouca sabedoria e deselegância espiritual já que estamos tratando de uma divindade primordial para quem conhece. Os assentamentos mais antigos e tradicionais eram simples pedras de laterita vermelha acompanhada de vários objetos sagrado que completam essa energia e não alguidares com punhais, tridentes consagrando ali sem o mínimo de sabedoria, conhecimento o exu Tranca-Ruas, Exu Tiriri, Exu Pinga-Fogo etc…, falando que ali esta o Bara do orixá coisa que realiza através de uma cerimônia chamada feitura de Yawó. Onde tiramos o Odu e através dele o Èsù que fará seu caminho a partir de sua nova vida, ou melhor, seu novo nascimento.

 

Esse egun citado acima mora no meu coração mais nada tem haver com Bará pessoal, ou melhor, Èsù que acompanha seu orixá. Quando vou servir um orixá Èsù procuro uma oritameta (encruzilhada de três pontas e de barro e não uma encruzilhada de botequins que ficam ali na esquina, procuro colocar minhas oferendas para essa energia determinado pelo oráculo de Ifá). Bara é um dos mais importantes aspectos de Èsù. Movimento do corpo humano, infundido no corpo pré-humano ainda no Orun (plano astral) por Obatalá, sendo assentado no momento da iniciação junto com ori e orixá individual. Na verdade Èsù é o executor divino punindo aqueles que descumpre o sacrifício prescrito por Ifá recompensando aqueles que o fazem. Ele nada faz por sua conta, sem um comando.

 

Comentário

O candomblé possui seus esteios identificados por homens e mulheres que trabalham por melhorá-lo mais é preciso que o próprio candomblé queira melhorar, isto é, que seus integrantes e simpatizantes queiram melhorá-lo e respeitá-lo em todos os sentidos. O candomblé sobrevive com o mínimo avanço, o parâmetro para uma avaliação seria a comparação com outras formas religiosas que crescem e se atualizam constantemente em busca de sustentação para a sociedade. O tema é polêmico, porém tudo que é polêmico gera participação. Há uma liderança a ser legada aos herdeiros da religião que vivem uma época diferente e especial, o candomblé tem um compromisso com esta geração, neste século que se iniciou transformando de uma instituição pessoal em uma sociedade global. Ire Iségun

 

Paulo Ganga

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About The Author

Paulo D´Èsù conhecido como Paulo Ganga, é Babalorixá do candomblé nação Ketu com entrega de cuia (deká) por Américo D´ibò, neto de africano (família Gùn), Cabo Verde - África. É omo Ifá por Akin que lhe confere o nome de Ifá Iregun Kobará, cultuado em especial do Orixá Èsù. Conhecedor das Èwè - folhas, cultuador de Ifá e ancestrais, pesquisador da religião do orixá e em particular das Iyá mi Osoronga. Acadêmico do curso de direito pela Universidade Estácio de Sá.

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