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Osogiyan

Osogiyan

Ele domina a floresta, a riqueza, as lutas e também a paz. Osogiyan morava na cidade de Ejigbo e tornou-se rei da cidade. Ele é um dos orisás da família de oxalá.

O significado dos orixás na cultura yorubá é que através das entidades, encantados, os seres humanos podem se cuidar para conseguir ter boa espiritualidade. O Deus supremo, Olodumare mandou os orixás para o nosso mundo para dar harmonia e tranquilidade aos seres humanos.

Alguns orixás constituem objeto de um culto que abrange praticamente todo o território yorubá como, por exemplo: Osogiyan constitui o pilão no seu culto. Ogum o ferro e Obatalá constitui o opasoro em seu culto. Oxalá também e chamado de Obatalá a divindade da criação.

O culto a Oxalá estende-se até o território vizinho de Daomé, onde Oxalá tornou-se lisa (rei no culto) cuja mulher yemowoo tornou-se mawu (rainha no culto) Osogiyan é um orixá da família de obatalá – orixá funfun (orixá branco) cujo templo principal encontra-se na cidade de Ejigbo. A esse local ele chegou após longa viagem em que passou por vários e vários lugares como ikire onde deixou seu companheiro. Osogiyan morava na cidade de Ejigbo onde se tornou rei Eleejigbo.

Osogiyan gosta muito de inhame pilado e por esse motivo ele e chamado de orisa-je-iyan que quer dizer: orixá comedor de inhame pilado, pois seu invento (pilão) era exatamente para facilitar o preparo de sua comida. O Elegun de Osogiyan trás com ele na mão o pilão para mostra sua preferência pelo inhame pilado. Ifá e Osogiyan uma história de Ifá é explicar a importância do orixá Osogiyan no culto dos orixás. Eji Ogbe é o odu de Ifá que explica no itan a história de um Babalawo chamado Awolege, que era companheiro e amigo de Elejigbo que havia ensinado o que deveria fazer para transforma a cidade rica e prospera.

Elejigbo na época era uma cidade aonde muitos chegavam para realizar negócios onde havia um grande mercado no qual se concentravam compradores, vendedores e estoque de mercadorias. Elejigbo em determinado momento conheceu a decadência, não chovia e as mulheres estavam estéreis, os cavalos do reino não dispunham de pasto e tantos outros dissabores. Foi quando o Babalawo mandou fazer um ebó e foi exatamente Osogiyan que ajudou a cidade a voltar tudo ao normal, após o sacrifício ele tornou-se rei e até hoje seu nome é cantado em todos os cantos do mundo.

Ass: Oluwo Ifayemi Onifade Adeoko

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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