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Outros templos correm risco de desabamento durante chuvas

Yuri Silva | Sex , 02/12/2016 às 22:25

 

 

A queda de um Iroko (árvore sagrada) do Ilê Axé Mariolajé matou a idosa na madrugada desta sexta, no Matatu de BrotasEdilson Lima l Ag. A TARDE
A queda de um Iroko (árvore sagrada) do Ilê Axé Mariolajé matou a idosa na madrugada desta sexta, no Matatu de Brotas. Edilson Lima l Ag. A TARDE

Pelo menos mais dois terreiros de Salvador correm risco de ver seu patrimônio histórico desabar. A Casa de Oxumaré, no final de linha da Federação, e o Terreiro Tumba Junçara, na Vila América (avenida Vasco da Gama), possuem encostas na iminência de deslizar.

A situação foi destacada em artigo publicado nas redes sociais pelo historiador Marcos Rezende, coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN), que atua na defesa de religiões afro-brasileiras desde 2005. Rezende, que é ogã da Casa de Oxumaré, critica no texto o “descaso dos órgãos públicos” com os dois casos.

De acordo com o filho de santo do Tumba Junçara Paulo França, duas medições do templo já foram feitas por técnicos da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder), mas nenhuma intervenção aconteceu até então. Em junho, quando o órgão visitou o espaço para fazer um estudo topográfico, a realização da obra de contenção da encosta dependia da liberação de verbas da União.

Tombado provisoriamente pelo Ipac e em processo de tombamento pelo Iphan, o Tumba Junçara é cercado por encostas, o que coloca o terreiro e os vizinhos em risco. “A gente busca medidas necessárias, mas só depois que acontece algo tomam providência, e ainda dizem que aconteceu por nossa culpa”, criticou França.

Contatada, a prefeitura informou que está analisando a colocação de geomantas nas encostas para conter deslizamentos. Já o Ipac informou que esse tipo de intervenção é responsabilidade da prefeitura.

O Iphan explicou que os representantes da Casa de Oxumaré têm um projeto de requalificação da área e estão tentando captar recursos. O órgão afirmou, ainda, que já realizou um levantamento da superfície do terreno para possibilitar a elaboração dos projetos executivos necessários.

Contatada, a Conder confirmou que a encosta do Tumba Junçara está incluída no pacote de intervenções previstas no projeto. O barranco da Casa de Oxumaré não foi localizado na lista.

 

Extraído do site do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1821132-outros-templos-correm-risco-de-desabamento-durante-chuvas

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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