Breaking News

Pastor de MG coleciona acusações de intolerância e apologia à violência

Publicado há 2 dias – em 9 de julho de 2015 » Atualizado às 10:20
pastor_lucinho_lagoinha-cheirando-biblia-890x395-755x335

Lúcio Barreto Júnior, conhecido como Pastor Lucinho, aparece em vídeos contando como atacou o que chama de “centro de macumba”. Em uma das gravações, ele incentiva a violência policial: “Não dá pouco tiro não, dá muito tiro, descarrega, sapeca tiro no povo”

Por Revista Fórum

A intolerância religiosa voltou a ser um dos assuntos mais discutidos no país desde que uma menina de 11 anos foi atacada com uma pedra na cabeça, quando saía de um culto de candomblé, no Rio de Janeiro. Segundo a família da vítima, a agressão partiu de um grupo de evangélicos.

Decididos a chamar a atenção para o problema, grupos ligados aos direitos humanos têm denunciado nas redes sociais discursos de apologia à violência dentro das próprias igrejas. Um deles vem de um pastor de Minas Gerais, conhecido pela série de polêmicas ligadas à maneira nada convencional que costuma utilizar em suas pregações.

Lúcio Barreto Júnior, conhecido como Pastor Lucinho, se autointitula “uma das referências atuais da juventude brasileira”. Em uma das fotos de divulgação em seu site, ele aparece com o nariz encostado na bíblia, como se nela houvesse cocaína e ele fosse um usuário da droga. Em um de seus vídeos, ele assume que coordenou um grupo de adolescentes para atrapalhar um evento que chamou de “festa do capeta” em um “centro de macumba”. “Vamos dar um busca e apreensão no preto velho”, afirmou.

Em outra gravação, pastor Lucinho faz declarações polêmicas e incita a violência policial. Um jovem pergunta a ele se matar em serviço é pecado, no caso dos policiais. “Vamos ler a bíblia, então, porque Lucinho é achômetro, mas a bíblia é palavra final”, responde o líder religioso.

Em seguida, diz: “Então, chegou o momento, tem que usar o revólver, não tem jeito, irmão, pega o revólver e, ó, não dá pouco tiro não, dá muito tiro, descarrega o tiro. Quando acabar de dar tiro, joga o revólver na cara, joga o que tiver. Se tiver uma arma do Rambo, sapeca tiro no povo”.

“É faca na caveira mesmo. E vamos arrepiar o cabelo do sovaco deste povo, porque temos filhos. E a gente tá pondo filho neste mundo é pra quê? Pro bandido vir… Não, senhor”, diz em um dos trechos.

Assista abaixo:

https://fbcdn-video-p-a.akamaihd.net/hvideo-ak-xap1/v/t42.1790-2/11167821_10203870442462769_704334622_n.mp4?efg=eyJybHIiOjQzMywicmxhIjoyOTI0fQ%3D%3D&rl=433&vabr=241&oh=831f559a8ecb4954fe55e67f49c00804&oe=55A1012B&__gda__=1436614758_5df07f0d930db54af9c185ca656d742a

https://youtu.be/MJyocqsrYg0

Extraído do portal Geledés.org: Leia a matéria completa em: Pastor de MG coleciona acusações de intolerância e apologia à violência – Geledés http://www.geledes.org.br/pastor-de-mg-coleciona-acusacoes-de-intolerancia-e-apologia-a-violencia/#ixzz3fZYMA4rd
Follow us: @geledes on Twitter | geledes on Facebook

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *