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Pastor diz que renuncia se tiver que recuar de orixás

Anderson Sotero | Ter, 16/09/2014 às 07:23

 

Joá Souza | Ag. A TARDE | 12.11.2012   Religioso quer símbolos de candomblé fora das ruas
Joá Souza | Ag. A TARDE | 12.11.2012
Religioso quer símbolos de candomblé fora das ruas

O candidato a deputado federal pelo PRTB Pastor Elionai Muralha rebateu críticas de que teria praticado intolerância religiosa e afirmou que desistirá do pleito se a Procuradoria Regional Eleitoral e o Ministério Público Estadual decidirem que ele deve retirar sua proposta de “transposição dos orixás” de órgãos públicos, rios, lagoas e apas.

O secretário da executiva municipal do Partido Popular da Liberdade de Expressão (Pepelê), que reúne membros das religiões afro-brasileiras, Edmilson Sales e a Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia (AFA) anunciaram na semana passada que entraram com representações contra Elionai por “infração da legislação eleitoral e intolerância religiosa”.

Ontem, o advogado do candidato, Rogério Matos, informou que entraria com um pedido nos dois órgãos para que as representações fossem “logo avaliadas” e acabasse “com a polêmica”. “Essa é a minha bandeira. Se o Ministério Público deferir que eu devo retirar minha bandeira, não teria sentido em manter meu pleito. O MP vai ser assertivo na avaliação, considerando que eu não pratico ódio religioso. Meu tom (nos vídeos) é respeitoso. Tenho muito respeito pelo candomblé. Trato de isonomia na função social de órgãos e repartições que não podem atender a uma única crença”, afirmou.

“Local público não pode ser confundido com local de culto. A Bahia é conhecida de uma única crença: o candomblé. Não tem cabimento”.

 

Extraído do Portal de Notícias A Tarde

http://atarde.uol.com.br/politica/eleicoes/noticias/pastor-diz-que-renuncia-se-tiver-que-recuar-de-orixas-1623057

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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