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Pastor Rubens Teixeira participa de debate sobre Estado laico

Debate reuniu representantes de diversas religiões

por Michael Caceres

 

Rubens-Teixeira
Pastor Rubens Teixeira participa de debate sobre Estado laico

 

Em um debate promovido na quarta-feira (22) no programa Painel em Debate, da rádio Roquete Pinto, uma das mais antigas do Rio de Janeiro, o babalorixá Ivanir dos Santos, presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), voltou a chamar traficantes de evangélicos.

No ano passado Ivanir acusou traficantes de estarem proibindo a celebração dos cultos de origem africana nos bairros Vaz Lobo e Vicente de Carvalho, no Rio de Janeiro. Na época Ivanir afirmou que os traficantes haviam se declarado evangélicos e que estariam invadindo templos dessas religiões para expulsar os fiéis e ameaçar as pessoas que usarem roupa branca.

Na época diversos líderes religiosos criticaram o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por aceitar a denúncia de que os traficantes seriam evangélicos. O Ministério Público chegou a afirmar que iria convocar os pastores e integrantes de religiões afro, das localidades que supostamente estaria ocorrendo o fato, para fazerem um Termo de Ajustamento de Conduta (TACs).

Além do representante umbandista, participaram do debate que tratava sobre Estado Laico e Estado Ateu o pastor Rubens Teixeira, o padre jesuíta Luiz Correia Lima e João Caetano, do grupo Arca, que reúne ateus e agnósticos.

Durante o debate Rubens Teixeira criticou a postura do babalorixá e afirmou que não existe a hipótese de um traficante ser considerado evangélico. O pastor também afirma que o Estado deve tratar todas as religiões da mesma forma.

Teixeira usou como exemplo o argumento citado por Ivanir de que em uma prefeitura havia culto católico e evangélico e não havia representação das religiões afro-brasileiras. Para o pastor se não houve pedido por parte de um membro religioso não há preconceito, mas, por outro lado, se o pedido foi negado existe discriminação religiosa.

No meio do debate Ivanir convidou o pastor Rubens a participar do evento Cantando a Gente se Entende, que ocorreu na sexta-feira (24), em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

O evento faz parte da programação para debater a diversidade religiosa. A data é uma homenagem à sacerdotisa do candomblé Gildásia dos Santos. No ano 2000 ela enfartou ao ser acusada de charlatanismo por membros de uma igreja neopentecostal.

Em resposta ao convite o pastor lembrou o babalorixá que a igreja evangélica não é ativista. Para o doutor Rubens existe diferença entre show, ativismo e culto. Ele afirma que a igreja não é dada a fazer ativismo para nada.

“Pode colocar uma novela zombando dos evangélicos e eles não vão para a praça falar disso. Pode fazer uma piada contra os evangélicos que eles não vão para a praça, nem os católicos tem este hábito de fazer ativismo em defesa da sua fé”, esclareceu.

Extraído do site: www.gospelprime.com.br

http://noticias.gospelprime.com.br/debate-estado-laico-roquete-pinto/

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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