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PCdoB: 94 anos com a cara e a coragem! 

A coragem talvez seja o aspecto mais marcante do PCdoB, afinal, em 94 anos de existência, 2/3 foram vividos na clandestinidade, proibido de expressar livremente suas propostas e ideias. Em vários momentos sob implacável perseguição, com prisões e torturas; centenas de militantes e dirigentes foram assassinados barbaramente.

25 de março de 2016 – 10h36 

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Miranda Muniz

 

  • Miranda Muniz

    Há exatamente 94 anos, em 25 de março de 1922, nove lutadores do povo (Joaquim Barbosa e Manuel Cendón, alfaiates; Cristiano Cordeiro, advogado; Abílio de Nequete, barbeiro; Hermogêneo Fernandes da Silva, eletricista; João da Costa Pimenta, gráfico; Astrojildo Pereira, jornalista; Elias da Silva, pedreiro e um vassoureiro Luís Pérez), reuniram-se em Niteroi-RJ e fundaram o Partido Comunista do Brasil.

    Inicialmente o Partido adota a sigla PC-SBIC (Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista). Pouco tempo depois, PCB e, em 1962, já reorganizado, PCdoB.

    Nesses 94 anos de existência, sempre levantou as bandeiras da liberdade, da soberania nacional, da democracia, dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras, da juventude, das mulheres e de outros setores que quase nunca tiveram voz e vez em nossa sociedade.

    A coragem talvez seja o aspecto mais marcante do PCdoB, afinal, em 94 anos de existência, 2/3 foram vividos na clandestinidade, proibido de expressar livremente suas propostas e ideias. Em vários momentos sob implacável perseguição, com prisões e torturas; centenas de militantes e dirigentes foram assassinados barbaramente.

    Num curto período em que conquistou a legalidade, 1945/1947, o Partido participou ativamente do processo constituinte de 1946, ocasião em que elegeu 14 deputados federais e um senador, Luis Carlos Prestes, com uma estrondosa votação. Contribuição marcante dos comunistas para a Constituição de 1946 foi a conquista da liberdade religiosa e de culto em nosso país, proposta apresentada pelo deputado comunista e romancista Jorge Amado.

    Ressaltando a importância dessa conquista, o então deputado comunista Carlos Mariguella assim pronunciou na sessão de 4 de julho de 1946:“É necessário compreender que, hoje, todo o povo sofre sem que seus dominadores se lembrem de procurar ver se os que estão sendo explorados são católicos, positivistas, teosofistas, ateus, ou pertencem a qualquer outro credo religioso. O patrão, capitalista explorador, não paga melhor salário a seus operários, porque se trata de um católico se a religião desse patrão é a católica. O sistema de exploração é o mesmo. A única divisão que se pode fazer no seio da sociedade é realmente entre os explorados e os exploradores.”

    Só em 1985, após o fim do Regime Militar de 64 e no início da redemocratização do país, reconquistou sua legalidade, voltando a participar legalmente da vida política de nosso país.

    Nesse novo período, de 31 anos de legalidade, teve posição destacada na Constituinte de 1987/88, defendendo intransigentemente a soberania nacional, o Estado Democrático de Direito e as conquistas trabalhistas e sociais.

    Posteriormente, na década de 90, cerrou fileiras na luta contra o neoliberalismo e, consequentemente, a entrega do patrimônio nacional e a retirada de direitos trabalhistas.
    Com a eleição de Lula, sendo o PCdoB um dos timoneiros, o Partido passa a ocupar postos de destaque na administração pública até a presente data: Ministério dos Esportes (Aldo Rebelo e Orlando Silva), Ministério da Ciência e Tecnologia (Aldo Rebelo) e, mais recentemente, o Ministério da Defesa, responsável direto pelas três armas (Exército, Marinha e Aeronáutica), com o ministro Aldo Rebelo.

    Na atualidade, dois grandes desafios estão postos ao PCdoB e ao povo brasileiro: a) encontrar saídas para a grave crise econômica que assola o sistema capitalista e retomar um novo ciclo de desenvolvimento; b) barrar as ações golpistas em curso no país capitaneadas por forças retrógradas, derrotadas nos últimos 4 pleitos presidenciais, e que procuram um atalho antidemocrático para tentar retornar ao Poder.

    Com a mesma coragem que enfrentamos os canhões e baionetas de regimes de exceção; com a mesma coragem e disposição que combatemos os inimigos do povo e da liberdade na gloriosa Guerrilha do Araguaia, enfrentamos e enfrentaremos, com destemor, as forças golpistas atuais, ávidas por interromper o ciclo progressista e inclusivo inaugurado em 2003, com o ex-presidente Lula, e que objetivam promover retrocessos na legislação trabalhista, nos direitos civis e sociais e na soberania da nação, com o claro intuito de privilegiarem o grande capital.

    #NãoVaiTerGolpe, #ForçaLula, #ForaCunha, #EmDefesadaDemocracia.

    • Miranda Muniz – agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal, dirigente da CTB/MT e presidente do PCdoB de Cuiabá-MT.

 

Extraído do site Vermelho.org / São Paulo – SP
http://www.vermelho.org.br/noticia/278321-82

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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