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Peça “Macumba” faz reflexão sobre a cultura afro

 

DE CURITIBA

05/04/2017  09h24

Quando o público entra na sala de espetáculo, os quatro atores de “Macumba – Uma Gira sobre Poder” já estão em cena dançando e entoando cantos. Depois, durante pouco mais de uma hora, os paranaenses da Companhia Transitória passeiam pelo palco improvisado falando sobre o empoderamento de mulheres e homens negros.

Em um dos trechos, Flavia Imirene, Gide Ferreira, Tatiana Dias e Thiago Inácio enumeram os dez negros mais ricos do mundo, citando nomes como o ator Will Smith, a apresentadora Oprah Winfrey e o jogador de basquete Michael Jordan. Artistas brasileiras de destaque no cenário artístico também são lembradas, caso das atrizes Zezé Motta e Taís Araújo e das cantoras Karol Conká e Elza Soares.

Cena do espetáculo “Macumba”Lina Sumizono/Divulgação/Estúdio Folha

A montagem, escrita e dirigida por Fernanda Júlia, propõe uma reflexão sobre a cultura afro e questiona, por exemplo, a pouca participação dos negros na política – sempre exaltando raça, cor e fé. A ultima sessão da montagem será nesta quarta (5) na Sociedade 13 de Maio, com ingressos a R$ 70.

+ MACUMBA
A disposição das cadeiras na sala da Sociedade 13 de Maio prejudica a apreciação do espetáculo “Macumba”, já que praticamente todo o público não consegue enxergar uma parte ou quase a totalidade das cenas, dependendo do assento. E é bom lembrar que os lugares não são marcados, então forma-se uma grande fila na rua até as 21h, quando a plateia é liberada para entrar.

Outro problema é a dificuldade em ir ao banheiro. Antes da abertura da porta, funcionários dizem que não é possível usá-lo. Quando você finalmente sobe as escadas e entra, informam que também não é possível utilizá-lo porque o local fica em outro ambiente e o tempo não é suficiente, já que a sala de espetáculos fecha rapidamente e ninguém mais pode entrar.

RELIGIÕES E ORIXÁS
E teve mais Shakespeare de graça no Festival de Curitiba. O Grupo Tá na Rua, do Rio de Janeiro, levou “Próspero e os Orixás – A Tempestade” à praça Santos Andrade na tarde desta terça (4). Na livre adaptação da obra “A Tempestade”, escrita pelo dramaturgo inglês, todos os seres mágicos da história foram substituídos por entidades poderosas das religiões afrobrasileiras. Versão e direção são assinadas por Amir Haddad.

FILME + DEBATE
O projeto Interlocuções, que promove uma série de palestras, encontros e oficinas no Paço da Liberdade, realizou nesta terça (4) a exibição do filme “O Rei da Vela”, com direção de Zé Celso Martinez Correa e Noilton Nunes. Os dois participaram de um debate após a sessão, que também contou com Renato Borgui, Amir Haddad e Elcio Nogueira, com mediação de Lúcia Camargo.

 

Extraído do caderno especial Festival de Teatro de Curitiba do Jornal Folha de São Paulo / SP
http://estudio.folha.uol.com.br/festival-de-curitiba/2017/04/1872822-peca-macumba-faz-reflexao-sobre-a-cultura-afro.shtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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