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Pedra de Xangô é homenageada durante caminhada

Yuri Silva | Seg, 09/02/2015 às 07:02 | Atualizado em: 09/02/2015 às 08:37

 

 

Marco Aurélio Martins l Ag. A TARDE
Marco Aurélio Martins l Ag. A TARDE

 

Povo de santo cobra proteção a monumento sagrado

O toque do ijexá e o ritmo cadente do caminhar anunciaram a chegada da força iorubá na sexta edição da Caminhada da Pedra de Xangô. A marcha reuniu cerca de 500 adeptos do candomblé na manhã de domingo, 8,  no bairro de Cajazeira 10.

Organizado pela Associação Pássaro das Águas, que congrega terreiros dos bairros próximos, o evento pede o fim da intolerância religiosa e a proteção oficial da rocha sagrada.

No último dia 10 de novembro de 2014, a pedra foi alvo de um ataque, no qual vândalos picharam, jogaram sal grosso na rocha e destruíram várias oferendas depositadas lá.

Grupo de trabalho

Para saudar a divindade Xangô – orixá da justiça, dos raios e dos trovões -, que dá nome ao altar, oferendas foram entregues no local pelos filhos de santo.

A ialorixá Iara de Oxum, presidente da associação, diz que os ataques à pedra, por evangélicos, começaram após a primeira caminhada, em 2010.

“A intolerância sempre existiu. Queremos proteção, porque ali é uma reserva religiosa e ambiental. Todos os fundamentos da nossa religião estão no meio ambiente, na natureza”, cobra.

Segundo a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Vera Barbosa, órgãos estaduais e municipais integram um grupo de trabalho para discutir uma política de proteção ao monumento religioso.

“Estamos envolvendo a comunidade para  que haja uma decisão unilateral do poder público”, ela diz

 

 

Extraído do site do Jornal A Tarde
http://atarde.uol.com.br/muito/noticias/1658772-pedra-de-xango-e-homenageada-durante-caminhada

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Ilé Asé Omin Oiyn, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Hoje, é editor do Jornal Awùre. Diretor Financeiro da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. Colabora com a assessoria de comunicação do PPLE - Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira. É sócio diretor na agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras.

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