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Pedro Bial discute a importância da tolerância religiosa na sociedade brasileira

O ‘Conversa com Bial’ fala sobre a decisão desta quarta-feira (27/9) do STF de manter ou não o ensino religioso nas escolas públicas do país

 

27/09/2017 01h53  Atualizado há 22 horas

Convidados debatem a tolerância religiosa nas escolas (Foto: Mariana Revoredo/TV Globo)

Na quarta-feira, 27/9, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir como será o ensino religioso nas escolas públicas do país e para entrar no debate do tema o Conversa com Bial desta terça-feira, 26/9, é sobre a tolerância religiosa. Com uma plateia de afro-brasileiros, católicos, protestantes e agnósticos,Pedro Bial entrevistou Stela Guedes Caputo, yaô e pesquisadora da UERJ, Henrique Vieira, pastor e professor, e Nelson Águia, diácono da Igreja Católica. Eles também discutiram a recente onda de destruição de terreiros na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Pedro Bial já abriu o programa com uma reflexão

 

Pedro Bial abre o programa com uma reflexão sobre intolerância

Diácono pregou o amor

“Todos nós professamos o amor e desejamos professar o amor, é ele que deve imperar em nossos corações e em nossas vidas” (Nelson Águia)

Stela Guedes Caputo, Henrique Vieira e Nelson Águia participaram do debate (Foto: Mariana Revoredo/TV Globo)

Pastor alertou para o perigo do ensino religioso confessional (de uma única religião)

“Entendo que temos que defender o estado laico, ele resguarda a liberdade religiosa. Pela lógica do estado laico, o meu entendimento que é melhor não ter o ensino religioso nas escolas porque mesmo facultativo acaba gerando um certo constrangimento, inibição. Vivemos num país de hegemonia cristã. A fé nasce nessa espontaneidade da fé” (Henrique Vieira)

Henrique Vieira alerta para o perigo do ensino religioso confessional

Diácono defendeu a união religiosa

“Ensino religioso que está escrito na constituição é ensinar conceitos de religião. O fato é o seguinte, o tema é polêmico, mas gostaria que as religiões estivessem juntas para formar as nossas crianças”

Nelson Águia defende a união religiosa

O racismo…

“O ensino religioso confessional apaga a religião de um povo, você apaga a cultura de um povo, ele é contrário a concepção do evangelho” (Henrique Vieira)

“Quando uma escola está comprometida com educação naturalmente ela vai buscar o pluralismo do ambiente religioso” – Pedro Bial

Henrique Vieira afirma que o ensino religioso confessional apaga a religião de um povo

Educação religiosa contra intolerância

“O estado do Rio de Janeiro hoje é o maior estado intolerante do Brasil. Temos gente matando pais de santo, mães de santo, dando pedradas em criança com roupas brancas, temos que quebrar esse espiral com o amor” – (Nelson Águia)

Plateia foi formada por pessoas de diversas religiões (Foto: Mariana Revoredo/TV Globo)

Henrique explicou o extremismo

“O extremismo é quando o fundamentalismo se materializa em violência simbólica. No Brasil, é preciso falar em racismo religioso. Existe um racismo institucional, o racismo cultural. A intolerância é fruto do fundamentalismo e sempre existiu. No Brasil, ela é potencializada pelo elemento racismo (…) Porque o Jesus branco é tão natural e o negro precisa ser explicado? Porque a cor do pecado é sempre preta?”

“A educação religiosa precisa explicar que o fundamentalismo e o extremismo geram morte, geram sangue”

Henrique Vieira explica o extremismo

Nelson e Stela também destacaram problemas que acontecem hoje em dia

“Há um terrorismo religioso instalado no país. Há algo orquestrado contra as religiões, principalmente contra as religiões de matrizes africanas” (Nelson Águia)

“Muitos professores confundem a aula de religião com conversão” (Stela Guedes Caputo)

Bial questiona convidados sobre discriminação religiosa

Pedro Bial e convidados comentaram recentes casos de intolerância religiosa na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro

Bial questiona convidados sobre discriminação religiosa

 

Extraído do site Conversa com Bial, do portal Gshow / São Paulo – SP
https://gshow.globo.com/programas/conversa-com-bial/noticia/pedro-bial-discute-a-importancia-da-tolerancia-religiosa-na-sociedade-brasileira.ghtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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